26 de dez. de 2008

Do Pranto à Alegria - caminhando com a criança ferida

Este é um momento ímpar em minha vida. A chegada do meu livro é, para mim, uma evidência a mais daquilo que eu já sabia pela Palavra: Deus é fiel!!!
Comecei a escrever o conteúdo desse livro em 2006, fruto de várias experiências que Deus me proporcionou viver. Muitas delas, totalmente dolorosas, quando pude presenciar a dor do meu próximo, tão pequenininho ainda...
Este não é um livro de psicologia (não sou psicóloga) nem de conjecturas sociais (não sou socióloga), mas de intercessão (sou cristã). Creio que a questão da violência infantil tem um lado ainda pouco explorado pelos cristãos: o espiritual.
Por isso, fui levada a esse desafio. Sei o quanto o poder de Deus é suficiente para curar traumas, lembranças e sentimentos diversos. O quanto é suficiente para restaurar vidas.
Sei que Deus estará falando aos corações dos que lerem, principalmente das que são mães. Nosso compromisso com o Reino envolve a "maternidade espiritual". O Senhor quer levantar essas mulheres que entrarão nessa batalha de oração pelas crianças que diariamente são vitimizadas. O Senhor quer que mulheres de Deus se levantem nas vigílias da noite e ergam suas mãos pelos que desfalecem de fome (em todos os sentidos) pelas ruas da cidade. Esses desfalecidos podem estar muito próximos a nós, ou mesmo muito distantes, mas eles existem e não são poucos.
O meu desejo é que todos entendam a urgência de orar por essa causa. E quando alguém assim o fizer, Deus vai "enviar" aqueles que estão precisando dessa cobertura de oração.
Muitas serão as "mães" de muitos e muitos filhos que precisam de oração.
Que Deus encontre em cada leitor ou leitora essa pessoa que, como um adorador, o Senhor tem procurado!

Data do lançamento: 07/2, às 17h
Local: Igreja Presbiteriana em Alcântara

7 de nov. de 2008

E a violência continua...

Não há uma dia sequer que não leiamos notícias de violência contra crianças. Na verdade, é um verdadeiro massacre aos nossos olhos. As páginas de internet, jornais, televisão, etc. em todo o lugar o assunto torna-se comum. Às vezes penso que lemos essas notícias como lemos a previsão do tempo...
Então, meu coração fica pesaroso, porque questiono até onde temos nos acostumado com tudo isso. A intensidade é tanta que vamos achando tudo muito comum e normal. Mas, e as nossas crianças? Como ficam diante de tudo isso? Como será essa geração que vai se formando, sendo um alvo vulnerável às pessoas más?
Como mãe, sinto um aperto imenso diante da violência que cresce a cada dia. Preocupa-me a segurança dos meus filhos e a dos outros filhos que não são meus. Preocupa-se a segurança das crianças do Brasil, totalmente expostas, assim como as crianças de outros países, igualmente expostas à violência.
A questão é: temos verdadeiramente nos importado com isso, a ponto de colocarmos toda essa angústia diante de Deus? Temos, como igreja, nos engajado no processo de cura para essa nação infantil? Ou ficamos apenas nos entristecendo e lamentando? Temos buscado ao Senhor nas vigílias na noite pelos que desfalecem de fome pelas ruas da cidade, ou quem sabe, essas ruas são a nossa rua, a casa ao lado, a igreja onde frequentamos? (Lam.2:19)
O clamor dos aflitos sempre subiu ao coração de Deus. Não é diferente agora. Mas, também Deus busca pessoas que hão de se colocar nas brechas pela causa do aflito.
Que o Senhor encontre em mim e em você essa pessoa...

Deus te abençoe!!!

18 de set. de 2008

Capacitação de Professores

Gosto muito de lecionar, aliás, é algo extremamente prazeroso para mim, porque é uma oportunidade de "entrar" no universo da criança, de conhecer seus pensamentos e partilhar seus sentimentos.
Contudo, penso que os professores infantis não deveriam se limitar apenas ao ensino acadêmico, eles devem ir além. Muitas vezes será ele ou ela, a professora, quem vai descobrir particularidades na criança, sentimentos mal-resolvidos, sensações de fracasso, baixa auto-estima, etc, e será esse profissional que, despido do título, vai se tornar gente como a criança, igualar-se a ela para compartilhar suas dores e tristezas.
O professor de criança deveria trazer em seu currículo todo um treinamento para aprender a conhecer mais de perto seu aluno. Não só a didática, as leis do ensino, mas, muito mais do que isso, o conhecimento que envolve a criança como ser humano, deveria constar da formação deste profissional.
É na sala de aula que muitas vezes a criança vai deixar transparecer a angústia em que vive. Talvez, através de seus desenhos, vai expressar sua casa, sua família e tudo o que a envolve. Lembro-me que, certa vez, um aluno desenhou sua família e quando perguntei pelo seu pai, onde ele estava, a criança respondeu-me "ele não está aqui, não faz parte...". Foi o suficiente para entrarmos numa conversa, onde passei a conhecer sua dor, as cenas de violência doméstica que presenciara, etc. Mas, foi também um tempo de qualidade, onde pude falar ao meu aluno que a vida não é feita só dessas coisas tristes, que também existe alegria, existe possibilidade, existe um Deus que pode mudar realidades.
Então, ser professora, é mais do que profissão, é ser mãe de muitos que não têm essa oportunidade.

17 de set. de 2008

Intercedendo por Vidas

Escrevi um livro sobre a intercessão pelas crianças que sofrem. Não é um livro voltado para psicologia ou questões sociais, tão somente. É um livro voltado para o povo de Deus, homens e mulheres tementes, independente da igreja que frequentam, mas que são pessoas que se importam com o próximo.
Vivemos dias maus, muito maus. Dias em que a violência infantil ganha destaque nas páginas de jornais e na internet. Não podemos nos acostumar a ponto de não nos incomodar mais toda essa situação.
O Senhor procura homens e mulheres, pessoas a quem Ele vai dar a visão do Reino, a missão de sentir a dor do próximo, de chorar com os que choram e se alegrar com os que se alegram.
Que essa pessoa possa ser eu e você.