21 de out. de 2014

CUIDANDO DOS FILHOS GRANDES

Nesse mês enfatizamos as crianças. Contudo, não podemos esquecer que os adolescentes e adultos também são filhos e, como tais, precisam do cuidado paterno e materno da mesma forma. A idade dos filhos, sejam pequenos ou grandes, não isenta os pais da mesma preocupação e cuidados. Apenas requerem outra forma de agir...
Em Lucas 15:11 temos descrita a parábola do filho pródigo que nos traz muitos ensinos. Nessa parábola percebemos um comportamento de discórdia entre os filhos, demonstrada na volta do mais novo ao lar. Isso acontece em várias famílias e irá requerer dos pais sabedoria na condução dessas questões. Filhos não são iguais mesmo, embora sejam criados da mesma forma (na maioria das vezes); eles possuem identidade própria e comportamento característico. Com cada um, mesmo adulto, teremos de agir de forma diferente. Os filhos agem e pensam diferente uns dos outros, porém isso não deve servir de pressuposto para que os pais cuidem com mais ou menos zelo de cada um.
A atitude maravilhosa desse pai da parábola é que ele vai ao encontro de ambos e lida de forma peculiar com cada um. Ao que retornou ao lar arrependido, arrasado, frustrado e sem nenhuma história de vitória, ele concedeu o perdão e os braços abertos, sem cobranças. Ao que não saiu de casa, mas também se sentiu frustrado porque se achava merecedor dos elogios do pai pelo que tanto fizera em sua companhia, o pai agiu com sabedoria e tratou dos seus sentimentos mal resolvidos. O papel desse pai foi fundamental para a conciliação desse conflito (v.28). Isso nos ensina que precisamos de sabedoria para lidarmos com cada filho, independente de sua faixa etária. Não é uma tarefa fácil porque filhos não vêm ao mundo com manual de instruções. No decorrer da criação vamos ter dificuldades mesmo. Em cada etapa da vida precisamos buscar em Deus essa sabedoria.
Sabemos que conflitos sempre existiram e existirão em toda e qualquer família. Filhos, sejam pequenos ou grandes, sempre serão alvos do olhar dos pais. Apesar de crescerem rápido, o laço de amor entre pais e filhos não deve ser quebrado. Se pensarmos bem, nosso Pai celestial não muda seu sentimento e cuidado por nós quando crescemos. Deus, como Pai, é o exemplo de quem nos trata em toda e qualquer situação, trazendo sempre a correção que precisamos para vivermos felizes. Ele, como Pai, é nosso referencial! 

8 de out. de 2014

PARA QUEM CRIAMOS NOSSOS FILHOS?

Por isso, agora, eu o dedico ao Senhor. Por toda a sua vida será dedicado ao Senhor". E ali adorou o Senhor. 1 Samuel 1:28
É muito comum ouvirmos a frase: “A gente cria filhos para o mundo!”
Criar filhos é uma tarefa árdua, demanda tempo e dedicação a algo que nem sempre sabemos qual será o resultado. Muitas famílias acreditam que criar filhos para o mundo é prepará-los para os embates que surgirão, os cursos que farão, as profissões que poderão seguir e os cônjuges que escolherão. Por isso é difícil, porque não sabemos se esse “investimento” dará certo.
No entanto, criar filhos para o Senhor é diferente. O texto bíblico nos fala de Ana, mãe de Samuel, que desde que soube de sua concepção, decidiu em seu coração consagrá-lo ao Senhor. Creio que Ana não pensou em criá-lo para o “mundo”, mas para viver em um mundo onde o propósito de seu filho seria servir ao Senhor. E esse foi seu investimento.
Estamos no dia dedicado às crianças (12 de outubro). Muitas famílias comemoram comprando muitos presentes para seus filhos. Isso não é, necessariamente, errado. Mas, qual tem sido a qualidade dos presentes que são dados às crianças? Existem presentes que não estão à venda em prateleiras e, logo, não possuem preço. São presentes de valores afetivos e não palpáveis. Presentes materiais não podem substituir o tempo passado com as crianças, as palavras carinhosas ditas diariamente, o brincar juntos, a orientação e correção  necessárias e os momentos de comunhão com os filhos.
Jesus deixou claro em sua Palavra que não somos desse mundo, apesar de estarmos nele (João 17:16). Nossos filhos também não! Criá-los  para Deus é investir em seu presente e futuro, ensinando-lhes os valores do Reino. Quando eles crescerem, se formarem e forem confrontados com os valores do mundo, terão oportunidade de colocar em prática o aprendizado contido na Palavra. Nossas crianças estarão no mundo, mas saberão que não pertencem a ele e que terão o desafio de mudar a realidade que encontrarão.
Samuel cresceu, viveu no mundo, mas não “pertenceu” a ele. E Deus deixou registrada a história de Ana, para nos servir de exemplo de perseverança na criação dos nossos filhos!

7 de out. de 2014

CRIANÇAS SÃO COMO BORBOLETAS

Essa semana comemoramos o dia das crianças. Essa data, na verdade, é um dia escolhido para entrega de presentes e comemorações. Porém, há algo mais...
Então, seria importante pensar na transformação da criança. Elas são como borboletas. Antes da lagarta se transformar numa linda borboleta, precisa permanecer um tempo no casulo.  Casulo, aos nossos olhos, é um lugar de proteção, de segurança.
Da mesma forma, nossas crianças precisam  desse casulo que, muitas vezes, é representado pela sua família.  Família tem que ser assim, um lugar de proteção, de cuidados, de aconchego. Família é onde elas gostam de estar, de serem elas mesmas com toda sua autenticidade.
Mas, o casulo, em outras vezes, é a escola, que é um outro local onde elas também gostam de estar e onde, muitas vezes, se sentem protegidas e cuidadas.
É comum encontrarmos  muitas crianças que recebem diversos presentes no dia escolhido para homenageá-las. Isso é bom, claro! Mas, nunca substituirá o presente afetivo que essas crianças precisam e anseiam receber. Passar tempo com elas, brincar como se também fôssemos crianças, ensiná-las a cantar, sorrir de coisas engraçadas, ensinar-lhes valores... tantos presentes assim podemos dar aos nossos pequeninos. Esses presentes não se acham em prateleiras e não têm preço!
Nossas crianças, aos poucos, vão se transformando em borboletas. Vão criando asas e vão alçar vôos. Um dia não as seguraremos mais dentro do casulo. Eles precisarão voar mesmo. Aí, a saudade de vê-los pequenos vai chegar, vamos sentir falta das palavras engraçadas que falam, dos joelhos ralados e até dos choros de pirraça. Vamos sentir saudade de toda a infância!
Então, que tal pensarmos em aproveitar bem essa fase? Mesmo com o corre-corre dos nossos dias, podemos fazer do momento que temos com nossas crianças, mesmo sendo poucos, momentos expressivos de troca de afeto e cuidados.
Que esse dia das crianças seja constante em nossas famílias que, sem dúvida, antes da escola, é o casulo dessas lindas borboletas!