21 de dez. de 2009

ESQUECERAM MIM NESTE NATAL...

Assisti várias vezes o filme "Esqueceram de mim". Realmente, é muito legal!
Então, pus-me a pensar nos que são verdadeiramente esquecidos nessa sociedade. Crianças que são esquecidas o ano inteiro e, em alguns casos, até são lembradas no natal. Vidas que durante todo o ano passam desapercebidas aos nossos olhos, vivendo sua dor silenciosa e alçando seu clamor que muitos não escutam.
Regularmente somos assolados por notícias tristes envolvendo crianças, aquelas notícias que são divulgadas na mídia. Mas, e as que não são? A dor de cada dia da criança que sofre violência parece não calar, não cessar. Em todas as partes do Brasil e do mundo, nossos pequeninos choram e clamam pedindo socorro. Quem os ouvirá?
Sempre me lembro do texto de Êxodo 3, onde o clamor dos filhos de Israel chegaram ao Senhor, Ele viu a dor, compadeceu-se e usou um homem para ser seu instrumento de livramento. Não foi fácil para Moisés, mas ele viveu um momento ímpar em sua vida já idosa.
Assim, o meu desejo é que em 2010 eu possa me oferecer ao Senhor, ser usada em sua obra, cuidar de vidas, clamar por elas, ser um intercessor. O meu desejo também é que muitas pessoas se compadeçam, não só no natal, pelo "espírito natalino", mas em todo o tempo. O choro é em todo o tempo e em todos os lugares.
Vidas inocentes estão morrendo, como aquelas que morreram por ocasião do decreto de Herodes, crianças tão pequenas, vítimas da fúria de um insano. Sim, ainda hoje, séculos depois, pequeninos ainda morrem sendo torturados nos quatro cantos da Terra.
Mas, naquela noite, uma luz nasceu, algo aconteceu que trouxe esperança e possibilidade de uma nova vida. A esperança, finalmente, chegou.
Eu e você, podemos ser portadores dessa esperança, o ano inteiro, em todo o tempo. Essas vidas esperam por nós.
Um feliz natal aos nossos pequeninos esquecidos. Que a luz de Jesus os alcance, mudando realidade de vida!

Vania Vianna

23 de out. de 2009

DIA DA CRIANÇA

Outubro é o mês da criança. Pelo menos, é assim que muitos pensam. As lojas se enchem de brinquedos e os pais de contas a pagar. A criança fica ansiosa pelos presentes. Nada há de errado em dar presentes às nossas crianças, contudo, é preciso pensar no propósito desses presentes.
Muitos pais, com o corre-corre do dia a dia, não têm mais tempo para dar atenção a seus filhos, então os presentes, em algumas vezes, vêm ocupar essa lacuna deixada pela família. Porém, nenhum presente, por mais bonito e caro que seja, vai substituir a atenção dos pais. Crianças têm necessidades básicas, como valorização, aceitação e segurança. Tais necessidades precisam ser supridas por aqueles que estão lidando com elas, sua família.
Crianças precisam de valorização, precisam saber que têm importância como ser humano. Vivemos dias em que nossas crianças são pouco valorizadas na sociedade e na família. Elas não são ouvidas, não são respeitadas nem têm importância. Vemos muitas crianças rejeitadas por seus próprios familiares, como se elas fossem um fardo difícil de carregar. Muitas mães chegam a dizer aos seus filhos que eles não deveriam ter nascido, que são um peso em suas vidas. Palavras ditas por quem deveria incentivá-las podem fazer com que elas se sintam sem qualquer importância, uma criança sem referência de si própria. Poderá vir a ser um adulto sem amor próprio, sem qualquer estímulo na vida.
Crianças precisam ser aceitas pela família, precisam saber que são importantes no lar, que fazem parte daquela família; não que simplesmente estão ali por acaso. A aceitação aumenta seu valor e sua autoestima. Elas precisam entender que são aceitas, apesar de alguns erros que comentem.
Crianças precisam de segurança e essa segurança, em primeiro lugar, tem que estar em seu próprio lar. Muitas vezes elas se sentem mais seguras na rua do que em casa, pois seu lar é um lugar de constantes desentendimentos e violência. A criança insegura será um adulto cheio de traumas e medos e terá muitas dificuldades de relacionamento.
Então, nesse mês de outubro, que tal pararmos e revermos algumas posturas com nossos filhos? Que tal dizermos a eles que são importantes, que são necessários na família, que os amamos e que queremos o melhor para eles. Presentes não falam; nós falamos. Presentes não abraçam; nós abraçamos.
Talvez muitos pais nunca tenham vivido isso em sua infância, nunca ouviram palavras de amor, mas é hora de mudarmos essa história. Ainda é tempo de resgatarmos valores tão importantes na família.
Deus nos abençoe!

Vania Vianna

18 de ago. de 2009

VIOLÊNCIA INFANTIL - O PROFESSOR PODE PERCEBER

Durante o período escolar muitas crianças vão e vêm, passando por diferentes professores,principalmente na educação infantil.
Pode-se perceber, em uma rápida visão, crianças retraídas, alegres, assustadas, ansiosas, sobressaltadas, etc. Logo nos primeiros dias de aula, o professor consegue distinguir o perfil rápido de seus alunos. Já percebe os que vão caminhar melhor, os que têm dificuldades, etc.
No entanto, é preciso andar mais uma milha para perceber o que está por detrás de muitos rostinhos na sala de aula. Muitas crianças escondem uma vida de dor e medo, rejeição e violência. Vivem em um universo à parte, cercadas de horror, muitas vezes dentro de sua própria casa.
Os professores da educação infantil precisam de suporte, orientação e capacitação para perceber essas crianças. Quantas, ao final da aula, não querem ir para casa ou mesmo não gostam do final de semana que se aproxima.
Lembro-me de um menino que, em uma sexta-feira pareceu-me triste e ao ser indagado, falou que o sábado era o dia em que ele mais trabalhava, desde cedinho já tinha que fazer várias atividades em casa, trabalhar mesmo. O final de semana para essa criança era pior que os dias de aula, porque ele não brincava nunca, não descansava. Então a escola era o local de refúgio para ele.
A família ainda camufla agressões contra crianças e adolescentes, mas o professor pode percebe algo estranho no comportamento de seus alunos. A mudança de atitudes brusca e alguns outros sintomas devem chamar a atenção do educador e da direção da escola.
O meu desejo que é seja implementada uma pedagogia contra a violência doméstica, que tanto atrasa o desenvolvimento de nossos menores. Por outro lado, anseio ver as escolas fazendo parcerias com órgãos competentes que venham a capacitar seu corpo docente e, assim, mudar uma realidade tão dura.
Vidas podem ser poupadas. Crianças podem ser restauradas e famílias orientadas.
Nossa educação agradece...

Dica: para estabelecer parceria com um Órgão que dá treinamento (inclusive à distância) em escolas e prefeituras - http://www.cecovi.org.br/

Vania Vianna

BULLYING

De vez em quando surge algo, para nós, novo no cenário. Pode ser uma palavra nova, um estrangeirismo, mas o significado prático dela, a gente costuma conhecer. Assim é o bullying. A palavra ainda pouco conhecida do nosso vocabulário, mas sua prática é presente em nossos dias.
Nossos filhos vão à escola e, na verdade, esperamos que sejam educados e bem tratados lá, mas, de repente, se deparam com aquelas situações que nenhum pai ou mãe gostariam de ver. Muitas vezes, nossos filhos são ameaçados, expostos à vergonha e opressão por parte daqueles que compartilham o mesmo espaço físico, que deveriam ser seus colegas.
A violência está presente nas escolas, quer sejam públicas ou particulares, porque a violência é inerente aos nossos dias. Vivemos dias maus, dias de dor e de ansiedade. As famílias estão ficando desorientadas e pouco presentes na vida de seus filhos. Então, quando ocorre o bullying, lidamos com crianças que são as vítimas ou os agressores, e precisamos estar conscientes disso. A violência contra crianças e adolescentes, muitas vezes, é enfatizada apenas na questão do adulto para com a criança, mas vemos entre as próprias crianças ou entre os próprios adolescentes, aqueles que tentam se sobrepor, uns aos outros. É um querendo tirar vantagem da fragilidade do outro.
A bíblia nos diz que devemos ensinar a criança no caminho em que ela deve andar. Ensinar a criança requer dispêndio de tempo, aproveitar todos os instantes para orientar nossos filhos. Mas isso demanda uma dedicação muito grande, requer que saibamos priorizar as coisas importantes, como relacionamentos entre pais e filhos. Os pais cristãos precisam estar atentos ao comportamento de seus filhos em todos os lugares: na escola, em casa, na igreja, etc. Somos responsáveis diante de Deus pela vida de nossos filhos e não podemos nos omitir. Vivemos em um mundo que está posto no maligno, portanto, todo cuidado e, principalmente, oração, são imprescindíveis.
Muitas vezes os pais não têm tempo de acompanhar a vida escolar de seus filhos, mal vão às reuniões, apenas reclamam quando o boletim não é lá essas coisas que esperam. Mas, acompanhar a vida escolar da criança é um estímulo para ela própria que pode compartilhar seu desenvolvimento com as pessoas mais diretas que convivem: seus pais.
Que tal, então, dar aquela passadinha na escola, procurar conversar com o professor, conhecer os colegas de classe, conhecer,enfim, o "habitat" do dia a dia de nossos filhos? Isso é participação...

Dica: matérias sobre bullying: http://www.observatoriodainfancia.com.br/

Seja edificado em Deus!
Vania Vianna

10 de jul. de 2009

INFANCIA SOBRECARREGADA

Fomos surpreendidos recentemente com a morte de Michael Jackson. Vimos o mundo chorar e, perplexo, tentar achar uma resposta para o que aconteceu a uma celebridade, como ele. Muitas são as especulações em torno de sua vida e sua morte, mas, sem querer entrar no mérito de sua família (não posso nem devo julgar), um fato chamou a minha atenção: a questão da infância sobrecarregada.
Muitos pais não conhecem as fases da infância de seus filhos, não sabem o que é normal ou não na faixa etária deles. Então, acaba sendo comum cobrar da criança além do que ela pode dar, exigir atitudes que estão acima de sua capacidade de entendimento.
Diante de tantas dificuldades que as famílias enfrentam, muitas vezes tendo as crianças que trabalhar cedo para ajudar no sustento, não é raro ver algumas ainda muito pequenas tendo comportamento de outras maiores. E como o tempo da infância corre!...
Muitas crianças são sobrecarregadas e essa fase, tão necessária, se esvai rapidamente, ou nem chega a acontecer. Muitos pais, por não terem tempo suficiente para seus filhos, devido ao corre-corre do dia a dia, colocam-nos em cursos e mais cursos, afazeres e mais afazeres, enfim, não sobra tempo pra ser criança. E esse tempo, como disse, passa muito rápido.
A bíblia nos ensina que há um tempo para todas as coisas (Eclesiastes 3). Esse versículo, muitas vezes é entendido sob o ângulo adultocêntrico, mas não sob a visão da infância. As crianças precisam ser crianças. Para elas é importante o brincar, o correr e ralar o joelho, o derrubar coisas, o faz-de-conta, e outras etapas que não podem ser puladas. Elas precisam ser crianças em sua idade. Elas vão crescer e tudo vai passar, essa fase vai acabar e virão outras fases, mas Deus criou tudo perfeito, no seu devido tempo.
Como pais, precisamos conhecer melhor as fases da infância para assim podermos dar o ensino correto, de acordo com seu entendimento. Nada além nem aquém do que podem assimilar.
Que Deus nos oriente em todo o tempo para sermos bom pais.
Vania Vianna

2 de jul. de 2009

CRIANÇAS DESAPARECIDAS. EU PERCEBO???

Em algumas contas de luz que são entregues em nossa casa, costumam vir fotos de crianças desaparecidas, divulgadas pela Fundação para a Infância e a Adolescência - FIA. Quem já reparou isso antes de ver o preço de sua conta de luz?
Em nosso país, desaparecem muitas crianças diariamente. Muitas nunca são encontradas. Vários casos de desaparecimento não vêm à tona, não são esclarecidos e outros caem no esquecimento da mídia. Mas no coração de uma mãe e de um pai a dor de perder um filho, que não se sabe onde nem pra quem, é irreparável.
Esse mês abordamos a questão de crianças desaparecidas. É preciso caminharmos mais um pouco, andarmos mais uma milha, como disse Jesus, para que não desistamos de procurar por elas.
Faz-me lembrar da parábola da Ovelha Perdida, onde o pastor não se conformou com o desaparecimento de uma ovelha, mesmo ele tendo outras noventa e nove no aprisco, em segurança. Aquela uma ovelha perdida fazia falta, era importante, tinha valor para ele. E a sua atitude foi de ir em busca, de procurá-la como prioridade. Não sabemos quanto tempo foi necessário até encontrá-la, mas esse tempo foi de suma importância, o tempo de procura pela sua ovelha perdida não foi em vão. Quando a encontrou usou de compaixão, trouxe-a nos braços até um lugar seguro.
Como temos a aprender com esse pastor da parábola, um homem determinado, que não desistiu do seu objetivo. Quantas vidas de crianças terão que ser carregadas nos braços, de tão cansadas e frágeis que se encontram.
Assim, o Senhor que não desiste de nós, vai em busca do perdido e, ao encontrá-lo, dá-lhe abrigo e segurança. Quantas vezes nós também fomos carregados nos braços do bom Pastor, tratados de feridas por ele, reintegrados ao rebanho.
Essas são as necessidades básicas de nossas crianças: segurança, carinho e atenção. Nossas crianças tem desaparecido por várias causas: repressão excessiva, castigos exagerados com violência, rejeição, fugas do lar, sequestros, prostituição infantil, subtração de incapaz (a criança é raptada para viver em outro lar) e outros motivos. Tantos lares que perderam o brilho quando perderam seus pequeninos. Como isso precisa doer em nosso coração!
Como servos de Deus, que um dia fomos encontrados pelo bom Pastor, precisamos nos dispor a interceder pelas que estão desaparecidas.
Seja edificado em Deus!
Vania Vianna

30 de mai. de 2009

Dia Nacional de Combate ao Abuso Sexual Infantil

No dia 18 de maio comemoramos o Dia Nacional de Combate ao Abuso Sexual Infantil. Na verdade, só foi instituída essa data porque existe o abuso, infelizmente. Em nosso país, milhares de crianças vivem esse drama e, a maioria, dentro de seus próprios lares.
As estatísticas são alarmantes e, aos nossos olhos parecem crescer diariamente. Vemos todos os dias na televisão os noticiários que enfocam a violência contra crianças e adolescentes.
Então, como cristãos, nos posicionamos diante de tão terrível situação?
A bíblia, nosso referencial, nos fala do quanto o Senhor, nosso Deus, atenta para esse contexto. Em Êxodo 3, quando do chamado de Moisés, percebemos a atitude de Deus, que nos serve, como sempre, de exemplo.
Ao conversar com o Senhor, Moisés toma conhecimento de como esse Deus Todo-Poderoso se importa com o seu povo e sua dor. Diz o texto que o Senhor tem atitudes diante de tudo isso o que acontecia:
1º - Deus vê a aflição do povo - esse nosso Deus é Aquele que contempla a dor de milhares de crianças que, diariamente, sofrem todo o tipo de violência. E nós, como temos visto tudo isso? Agimos ou simplesmente nos esquivamos de sequer tomar conhecimento do que ocorre, muitas vezes, perto de nós?
2º - Deus ouve o clamor - às vezes pensamos que o clamor das crianças aflitas não chega a nenhum lugar, nem aos ouvidos do Senhor. Porém, os ouvidos dEle estão atentos a tudo o que se passa na Terra. E os nossos ouvidos, o que têm escutado? Estão sensíveis ao clamor desses pequenos aflitos?
3º - Deus conhece o sofrimento - esse conhecer é estar familiarizado com o que elas passam, é partilhar essa dor.
4º - Deus decide trazer livramento - havia um lugar melhor, um nível de vida longe da opressão e da dor. Dessa forma, há um nível de vida melhor para nossas crianças. Longe da escravidão dos pedófilos e agressores, em geral. Longe dos espancamentos e negligências domésticas.
5º - Deus usa o homem para agir - essa é a grande questão: Deus usa pessoas, como usou Moisés, e trouxe um grande livramento àquele povo tão sofrido.
O Senhor deseja usar pessoas simples, o povo que se chama pelo nome dEle, para trazer alento e livramento à essas crianças. O Senhor, deseja levantar intercessores e servos que vão, tão somente, se posicionar nas brechas em favor dos pequeninos. Que Ele ache em nós essas pessoas.

Vania Vianna

28 de mar. de 2009

CUIDANDO DAS OVELHINHAS FERIDAS

Tenho tido a oportunidade de ministrar em algumas igrejas, falando sobre a causa da criança ferida. Em grande parte delas, sinto como que o assunto começasse a brotar, como que as pessoas, outrora sufocadas pelo tabu, começassem a se expor e a expressar também sua dor.
O assunto da violência infantil ainda precisa ultrapassar etapas dentro das próprias igrejas. Falamos de tudo, mas pouco orientamos os pais e crianças sobre isso. É como se a cultura da educação familiar não pudesse ser levada aos púlpitos. Mas o rebanho precisa ouvir e ser orientado sobre tudo isso.
Hoje vivemos dias em que o imediatismo é pregado, a solução instantânea para as nossas mazelas, nos mais diferente ângulos.
Mas, e a dor do próximo? E o choro nas noites e mais noites na casa do vizinho? E as lágrimas silenciosas derramadas de corações tão inocentes? Isso, bem... isso é coisa lá da casa ao lado!
Quantas vezes ouvimos frases assim?
Jesus, em seu ministério, se envolvia com as pessoas, não superficialmente, mas em sua necessidade mais íntima. Tratava de vidas que sofriam preconceitos, outras que estavam enfermas do físico, outras enfermas da alma, ainda outras que haviam sofrido perdas, etc. Que exemplo do Mestre!
Na parábola da ovelha perdida, vemos como o pastor é sensível e percebe a ovelha que falta, que está ausente e vai em sua procura. Após encontrá-la, ferida, faminta, solitária, ele a carrega no colo, trata dela, reinsere-a ao rebanho e, com outras pessoas, regozija-se, porque resgatar uma ovelha ferida é algo inerente ao coração do Pai e isso traz alegria.
Que exemplo para mim a atitude desse pastor! Cada dia mais aprendo que a sensibilidade do Bom Pastor precisa fazer parte do meu caráter e, assim, estarei trilhando os seus passos mais de perto.
Esse Bom Pastor é o que cuida de mim, dia-a-dia, e me ensina a ir e fazer o mesmo com tantas outras ovelhinhas do Reino.
Deus nos abençoe e nos desperte para essa atitude!

9 de mar. de 2009

CLAME NAS VIGÍLIAS DA NOITE PELOS FILHINHOS

Essa noite eu quase não consegui dormir. Senti um forte desejo de orar ao Senhor.
Fui ao quarto dos meus filhos e ali fiquei alguns segundos olhando e percebendo o quanto estão crescendo. O tempo passou...
Toquei suas cabeças como se ainda fossem bebês (e quem disse que deixam de ser, para nós, mães?) E orei ao Senhor por eles.
Meu coração estava ali, desnudo, diante do Pai, que sabe, melhor do que eu, como cuidar dos pequeninos, conhece o presente e o futuro deles.
E orei por um "filho" que eu nunca vi, não conheço pessoalmente. Deus falou-me ao coração sobre uma criança tão carente, que vive tantas lutas, que chora pedindo ajuda. Sinto-me sua mãe espiritual, mesmo não sabendo aonde mora, com quem vive, como brinca (se é que brinca), mas que precisa de um colo, de carinho e de amor.
Então, me ponho a pensar em quantas crianças precisam ser adotadas espiritualmente em nosso país. Quantas que, no silêncio da madrugada em nossas casas, estão clamando, estão, em algum lugar, chorando, estão desejando que alguém as ame de verdade e que interceda por elas?
Meu coração dói quando penso nisso. O clamor dos aflitos chega aos ouvidos do Pai, Ele ouve. Mas o Senhor procura pessoas a quem Ele vai permitir ouvir um pouquinho desse clamor, pessoas que tenham um coração sensível e ouvidos abertos ao choro do pequeno aflito.
Quantas vezes, enquanto dormimos, muitas crianças estão sendo vitimizadas?
Nessa madrugada eu não precisei ver fisicamente o meu filho espiritual, por quem oro. Mas, ainda há muitos outros clamando, ávidos por encontrar alguém que, pela fé, os ouça e se proste de joelhos diante do Snehor, em intercessão por eles.
Na próxima madrugada, levante-se e erga suas mãos em favor desses pequeninos, levante por eles um clamor ao Senhor Todo Poderoso. E o bálsamo fuirá e inundará muitas pequenas vidas e eles terão cobertura espiritual porque alguém se dispôs e lhes ser por mãe e pai espirituais.
Seja você e eu, sempre, essa pessoa.

Lamentações 2:19
"Levanta-te, clama de noite no princípio das vigílias; derrama o teu coração como águas diante da face do Senhor; levanta a ele as tuas mãos, pela vida de teus filhinhos, que desfalecem de fome à entrada de todas as ruas."

9 de fev. de 2009

LANÇAMENTO DO LIVRO

Como podemos expressar ao Senhor o que Ele tem feito a nós?
Toda a glória é para Ele!!!
Foi um momento muito especial para mim. O lançamento do livro vai além de expor um material escrito, transcede a questão física. A importância mesmo está em que as pessoas tenham assimilado a idéia, tenham compreendido a importância de clamar pelas nossas crianças que sofrem maus-tratos de toda espécie, diariamente.
Os slides passados, junto com os vídeos, trouxeram à memória de muitas pessoas algumas cenas que elas próprias viveram. Sei que doeu em alguns, mas sei também que muitos foram desafiados a uma mudança de vida, a deixarem o casulo e se lançarem numa grande empreitada: a intercessão.
Sei, pela fé, que agora, muitas crianças foram "adotadas" espiritualmente, sei que por dias e noites elas serão poupadas da violência, porque servos de Deus se posicionaram como atalaias, se colocaram na brecha, intercedendo por elas. Louvo a Deus por isso!
Creio que mães e pais espirituais se levantaram e muitos ainda hão de se levantar, compreendendo a urgência do assunto.
Creio que o incômodo gera tomadas de decisões, mudança de posturas.
Creio que o reino das trevas se abala diante do clamor do povo de Deus e diante da ação do Senhor. Aleluia!!!
Sou muito agradecida pelos que foram ao culto, pelos que visitaram, pelos que apoiaram de todas as maneiras, nos mínimos detalhes. Sozinha, não conseguiria fazer nada. Mas Deus levanta pessoas, como "sustentadores de braços" (Êxodo 17).
Que Deus complete a obra que Ele mesmo começou!
As fotos poderão ser vista no link
http://www.picasaweb.google.com.br/lc.luizcesar/LanAmentoDoLivro#5300581077545901586

Deus recompense a todos!
Vania Vianna

30 de jan. de 2009

Assim como Moisés...

Estou estudando sobre o chamado de Moisés; para quem não vai, essa será a mensagem do lançamento do meu livro, no próximo dia 07.
Então, percebi muitas semelhanças entre nós (eu e Moisés). Fiquei observando o texto e meu coração doeu quando o Senhor disse a Moisés que ouvia, via e conhecia a dor dos aflitos. E, mais que isso, que decidira livrá-los. O Senhor queria dizer que havia um lugar melhor para aqueles que eram oprimidos.
Então, fiquei pensando em nossas crianças que gemem, clamam, expõem sua dor... e Deus vê.
Na passagem bíblica, creio que Moisés se surpreendeu muito ouvir de Deus que ele seria o enviado. Imagine, a gente ouve falar de tantas situações, se comove, chora, mas... ser enviado??? Que isso!!! Ah, eu não!!!
Mesmo diante de tantas objeções, é ele mesmo, Moisés, quem vai, na força do Senhor, conduzir aquele povo à libertação da opressão.
Assim somos nós, um belo dia o Senhor nos convoca ao serviço para conduzir essas vidas tão oprimidas. Mesmo que não nos achemos capazez, mesmo com toda a nossa limitação, é o Senhor quem vai à frente, quem nos diz o que falar, como consolar, como tratar as feridas e como ser bênção na vida dessas crianças.
Eu e você, somos os "moisés" que o Senhor procura. Mares Vermelhos virão, faraós perseguirão, mas a palavra de Deus para nós é: diga ao povo que marche!!! As vidas estão esperando. Elas estão gemendo dia e noite e esse clamor, essa agonia tem chegado ao Senhor dos exércitos.
Deus faça de mim instrumento para abençoar vidas, em Seu nome.