De vez em quando surge algo, para nós, novo no cenário. Pode ser uma palavra nova, um estrangeirismo, mas o significado prático dela, a gente costuma conhecer. Assim é o bullying. A palavra ainda pouco conhecida do nosso vocabulário, mas sua prática é presente em nossos dias.
Nossos filhos vão à escola e, na verdade, esperamos que sejam educados e bem tratados lá, mas, de repente, se deparam com aquelas situações que nenhum pai ou mãe gostariam de ver. Muitas vezes, nossos filhos são ameaçados, expostos à vergonha e opressão por parte daqueles que compartilham o mesmo espaço físico, que deveriam ser seus colegas.
A violência está presente nas escolas, quer sejam públicas ou particulares, porque a violência é inerente aos nossos dias. Vivemos dias maus, dias de dor e de ansiedade. As famílias estão ficando desorientadas e pouco presentes na vida de seus filhos. Então, quando ocorre o bullying, lidamos com crianças que são as vítimas ou os agressores, e precisamos estar conscientes disso. A violência contra crianças e adolescentes, muitas vezes, é enfatizada apenas na questão do adulto para com a criança, mas vemos entre as próprias crianças ou entre os próprios adolescentes, aqueles que tentam se sobrepor, uns aos outros. É um querendo tirar vantagem da fragilidade do outro.
A bíblia nos diz que devemos ensinar a criança no caminho em que ela deve andar. Ensinar a criança requer dispêndio de tempo, aproveitar todos os instantes para orientar nossos filhos. Mas isso demanda uma dedicação muito grande, requer que saibamos priorizar as coisas importantes, como relacionamentos entre pais e filhos. Os pais cristãos precisam estar atentos ao comportamento de seus filhos em todos os lugares: na escola, em casa, na igreja, etc. Somos responsáveis diante de Deus pela vida de nossos filhos e não podemos nos omitir. Vivemos em um mundo que está posto no maligno, portanto, todo cuidado e, principalmente, oração, são imprescindíveis.
Muitas vezes os pais não têm tempo de acompanhar a vida escolar de seus filhos, mal vão às reuniões, apenas reclamam quando o boletim não é lá essas coisas que esperam. Mas, acompanhar a vida escolar da criança é um estímulo para ela própria que pode compartilhar seu desenvolvimento com as pessoas mais diretas que convivem: seus pais.
Que tal, então, dar aquela passadinha na escola, procurar conversar com o professor, conhecer os colegas de classe, conhecer,enfim, o "habitat" do dia a dia de nossos filhos? Isso é participação...
Dica: matérias sobre bullying: http://www.observatoriodainfancia.com.br/
Seja edificado em Deus!
Vania Vianna
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