2 de out. de 2015

O PRESENTE DE BRINCAR COM AS CRIANÇAS



Esse mês as lojas estão cheias de presentes sedutores para o dia das crianças. São brinquedos e eletrônicos de todos os tipos que deixam os pais ansiosos, tanto quanto os filhos.
Mas, cabe aqui uma reflexão a respeito de toda essa festa para os pequeninos. Sabemos que o tempo é escasso para o relacionamento entre pais e filhos. A maioria trabalha muito tempo fora de casa e não sobra quase nada para o brincar em família.
Certo dia, minha filha me fez um convite ousado: - Mãe, vem pular na cama comigo!”. Nada de estranho se ela não fosse já uma adolescente. E eu, morrendo de medo de ver a cama quebrar, pulei devagarinho... Entre risos e medo de cair, prevaleceu a graça da brincadeira.
Apesar desse tempo para as nossas crianças ser cada vez menor, ainda podemos alterar nossa tão conturbada agenda. Na verdade, não é o tempo físico que passamos com os nossos filhos que faz tanta diferença, mas é como passamos esse tempo. Mesmo que tenhamos apenas quinze minutos ao dia, então, que sejam os melhores quinze minutos e eles equivalerão a muitas horas.  O brincar é uma arte simples. Pode ser de se esconder dentro de casa mesmo. Pode ser comer pipoca vendo um desenho ou filme. Pode ser jogando água um no outro no quintal. Ou mesmo um simples pular na cama. O que as crianças querem é o nosso tempo junto com elas.
Talvez nesse mês das crianças, a maioria ganhe eletrônicos, como tablets, celulares, etc. Nada contra, desde que eles não substituam a presença física do pai ou da mãe. Se for para jogar no aparelho, sente um pouquinho ao lado de sua criança e jogue junto. Certamente, ela tem muito a ensinar como manusear esses equipamentos...
Mas, acima de tudo, expresse seu afeto por sua criança. Diga-lhe o quanto ela é importante para você. Fale de amor. Toque-a com amor. Esses são presentes que não são vendidos em nenhum shopping. São presentes que não têm preço!

7 de jul. de 2015

OUVINDO A VOZ DE DEUS

É bastante comum desejarmos ouvir a voz de Deus. Pessoas buscam ansiosamente uma resposta para suas dúvidas e, como não querem correr o risco de errar, procuram, com sinceridade, ouvir a voz de Deus.
Entretanto, a voz de Deus não deve ser vista como uma fórmula mágica ou algo em que vamos recorrer somente quando em caso de dúvidas. No texto de João 10, percebemos uma fala de Jesus a esse respeito. Uma das características do bom relacionamento entre a ovelha e o seu pastor é que ela, a ovelha, identifica a voz do seu pastor. E mais do que identificar, ela o segue. E segue porque confia nessa voz.
Há um interesse maior da parte do Pai em se comunicar conosco do que nós mesmos em ouvi-lo. Deus usa os meios que Ele mesmo quer para isso, afinal a sua comunicação é ampla demais para o nosso entendimento e não é limitada a formatos. No entanto, a forma mais clara que Ele usa é a sua própria Palavra. Nenhuma outra voz poderá ser contrária a essa Palavra. Busca-se ouvir vozes sobrenaturais, sussurros e, muito comum, palavras de outras pessoas para que tenhamos direção nas decisões. Mas, é na Palavra que encontraremos, antes de tudo, respaldo para as nossas questões.
No texto mencionado (João 10:27), as ovelhas identificam o seu pastor pela voz dele. Para conhecermos a voz de alguém precisamos de um tempo com essa pessoa. Como perceber a voz de Deus sem que tenhamos passado um tempo em sua presença, conhecendo-o mais intimamente, ouvindo-o atentamente, identificando sua forma de falar, seu jeito e características inerentes? Semelhantemente, o bebê identifica a voz de sua mãe porque passa muito tempo ao seu lado, desfruta de momentos íntimos com ela.
Ouvir a voz de Deus é tudo o que cristãos sinceros desejam. Mas, essa voz se fará perceptível no dia a dia, nas ações que Ele mesmo desenvolve em nossa vida; ou, quem sabe, naquelas pequenas coisas, nos atos de bondade, nos cuidados que nos dispensa usando pessoas para isso, usando até mesmo circunstâncias. As ovelhas ouvem a voz do seu pastor, reconhecem essa voz e seguem a essa voz. Não é somente ouvir, mas um ouvir que gera a atitude de caminhar em direção a um lugar seguro. Isso envolve confiança. A ovelha segue a voz de quem ela confia, e confiança é construída na intimidade.
Deus tem muito prazer em que identifiquemos a sua voz e, para a nossa segurança, que o sigamos. Isso começa com uma busca diária de intimidade com Ele. É um exercício que podemos começar a qualquer momento e é uma prática de vida que podemos adotar. Há um lugar seguro em que podemos caminhar, sempre ouvindo a voz do bom Pastor: “- É por aqui, vem; é seguro, vem...”.

10 de jun. de 2015

OS IDOSOS NOSSOS DE CADA DIA

“ Lembre do seu Criador enquanto você ainda é jovem, antes que venham os dias maus e cheguem os anos em que você dirá: “Não tenho mais prazer na vida.”
Lembre dele antes que chegue o tempo em que você achará que a luz do sol, da lua e das estrelas perdeu o seu brilho e que as nuvens de chuva nunca vão embora.
Então os seus braços, que sempre o defenderam, começarão a tremer, e as suas pernas, que agora são fortes, ficarão fracas. Os seus dentes cairão, e sobrarão tão poucos, que você não conseguirá mastigar a sua comida. A sua vista ficará tão fraca, que você não poderá mais ver as coisas claramente.
Você ficará surdo e não poderá ouvir o barulho da rua. Você quase não conseguirá ouvir o moinho moendo ou a música tocando. E levantará cedo, quando os passarinhos começam a cantar.
Então você terá medo de lugares altos, e até caminhar será perigoso. Os seus cabelos ficarão brancos, e você perderá o gosto pelas coisas. Nós estaremos caminhando para o nosso último descanso; e, quando isso acontecer, haverá gente chorando por nossa causa nas ruas.
A vida vai se acabar como uma lamparina de ouro cai e quebra, quando a sua corrente de prata se arrebenta, ou como um pote de barro se despedaça quando a corda do poço se parte.
Então o nosso corpo voltará para o pó da terra, de onde veio, e o nosso espírito voltará para Deus, que o deu.” (Eclesiastes 12:1-7)

Esse texto me emociona bastante. Penso na vida de pessoas queridas que já viveram tantos anos... E penso na vida de tantos ainda jovens.
Somos desafiados a lembrar do Senhor enquanto ainda somos jovens, porque virão dias em que não mais seremos independentes, dias em que nossa audição começará a falhar e em que toda a rotina de vida mudará.  Somos desafiados a pensar nos idosos, em nossos próprios pais. Haverá dias em que os papéis de inverterão e eles passarão ser nossos filhos. Teremos de levá-los ao médico e em nossa cabeça voltaremos à cena em que íamos ao pediatra para sermos examinados. Lembraremos do nosso próprio choro quando tomávamos aquela vacina que tanto doía. Também das vezes em que pedíamos que nos pagassem lanches na rua e não compreendíamos quando eles diziam que não tinham dinheiro. Sim, lembraremos de tantos momentos...
Então, agora nos tornamos os pais deles. Nós os levamos não ao pediatra, mas ao geriatra. E nosso coração ficará apertado esperando o diagnóstico, como eles ficavam quando éramos crianças. Talvez tenhamos que falar mais alto perto deles e repetir e repetir e repetir para que compreendam. E não podemos esquecer também de levá-los para passear e segurar-lhes as mãos quando estiverem na escada rolante ou ajudar-lhes a descer do ônibus. Sim, atuaremos em tantos momentos...
O escritor, inspirado por Deus, anteviu essa cena e descreveu-a nas palavras bíblicas. Precisamos nos lembrar do Senhor e quando nos lembrarmos do Senhor não vamos esquecer os nossos pais, os nossos velhinhos. Em um tempo de tanto abandono, de tanta correria, enquanto ainda temos agilidade, lembrar dos idosos envolve  nos comprometermos com eles. Amá-los. Cuidá-los. Honrá-los!

6 de jun. de 2015

COMO SOMOS CONHECIDOS?

Há um tempo atrás, meu marido, muito espirituoso, comprou um sorvete. Por ser de uma marca desconhecida, para que ninguém reclamasse de antemão, ele simplesmente tirou o rótulo. Uma cena inusitada:  todos saboreando o tal sorvete sem saber a marca. Somente ao final foi revelado o nome do dito cujo. A situação engraçada  fez-me pensar no quanto a embalagem influencia em nossas escolhas.
Não é diferente quando se trata de pessoas. Busca-se ser conhecido pelo que se apresenta, pelo estereótipo, muitas vezes, colocado acima do conteúdo.  Pensando sobre essas coisas do  nosso cotidiano, lembro da ocasião em que Jesus disse aos seus discípulos que eles seriam conhecidos como tais pelo amor que teriam uns pelos outros (João 13:34,35). Isso foi dito após uma situação em que o Mestre lavara-lhes  os pés.  Os discípulos seriam enviados ao mundo, teriam muito trabalho a fazer, novos desafios e estariam presentes em vários lugares, em diversas circunstâncias. Como seriam identificados? Até porque em um contexto de perseguição religiosa, algo certamente os identificaria.
Percebemos que naquela sociedade os rótulos já eram presentes. Certa vez se referiram a Jesus com o filho do carpinteiro (“Não é este o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, José, Judas e Simão? Não estão aqui conosco as suas irmãs?  E ficavam escandalizados por causa dele.” - Marcos 6:3). Outra vez, sobre alguns apóstolos como iletrados... (“Vendo a coragem de Pedro e de João, e percebendo que eram homens comuns e sem instrução, ficaram admirados e reconheceram que eles haviam estado com Jesus.” -  Atos 4:13). De fato, sempre se espera das pessoas que tenham algo visível que chamem a atenção, algum tipo de rótulo bonito.
O ser humano não mudou. Ainda precisa de embalagens bonitas para ser aceito em alguns lugares. Pouco se conhece do interior das pessoas, mas do seu exterior, do visível, já se deduz o conteúdo. Erramos muitas vezes.  Mas, Jesus disse que o amor deveria ser o cartão de visitas do cristão. O amor pelo próximo é algo intrínseco e transcende o estereótipo que temos para considerar alguém como aceito. Não se faz, aqui, uma apologia ao feio e esquisito, mas uma chamada à consciência para se pensar em como temos sido conhecidos, enquanto cristãos. Jesus disse que seríamos conhecidos como discípulos dele se tivéssemos amos uns pelos outros. Pelo amor é que as pessoas nos identificarão, se estivemos ou não com Jesus. Isso é o que não pode ser esquecido.

3 de abr. de 2015

E SE FOSSE HOJE O DIA?

E se fosse hoje o dia?
O calendário não é o mesmo. Os anos já se passaram há muito. Mas, a lembrança sobreviveu. O chocolate ganhou seu espaço. O coelho apareceu. Mas, e a nossa lembrança?
Se fosse hoje, o dia estaria quieto. Haveria luto no coração de muitos. Ele morreu! Na internet não se falaria em outra coisa. As redes sociais estariam repletas de compartilhamentos. Todos os telejornais noticiariam a mesma informação. Afinal, é uma notícia de morte.
Mas, o dia não é hoje. O dia já aconteceu. Marcou na memória de muitos. Caiu no esquecimento ou no descrédito de tantos outros. Mas não foi ficção, nem fake, nem um conto, foi real. Ele morreu...
Ele não ficou lá, morto. Aí, driblou o raciocínio de muitos intelectuais. Se fosse hoje diriam, talvez, que alienígenas o abduziram ou que fanáticos  religiosos esconderam seu corpo para comprovarem o que pregavam. Não! Ninguém mexeu nele. Ele ressuscitou! Como ninguém havia feito antes. Ele não ficou lá. Ele saiu de lá, e para sempre.
Voltando ao presente, fico olhando tantas pessoas que sequer tomaram consciência disso. Como lido com crianças, vejo muitas que nunca ouviram a história dele, apesar de conhecerem todas as que encontramos nas livrarias. Mas, Ele é um divisor de águas. Ele divide o ser humano no antes e no depois. Depois de conhecê-lo profundamente ninguém é mais o mesmo.
Para mim, não importa se  tantos anos  passaram. Não importa se foi em abril ou março. Não importa o ano. Importa que aconteceu. É assim que eu creio. Mesmo que isso contradiga o intelecto de muitos.
Como manter isso vivo por tanto tempo? Penso que vivendo o que Ele viveu. Buscando agir conforme Ele nos ensinou. Olhando para aqueles que estão perto de mim e desejando ardentemente que eles também O conheçam.  Enquanto isso, aguardo aquele dia chegar.
Essa é a minha páscoa. Em memória dele eu busco dividir o que aprendi dele mesmo. Em memória dele, preciso diariamente me alimentar de Sua Palavra. Só ela me sustentará até aquele dia chegar.