18 de ago. de 2009

VIOLÊNCIA INFANTIL - O PROFESSOR PODE PERCEBER

Durante o período escolar muitas crianças vão e vêm, passando por diferentes professores,principalmente na educação infantil.
Pode-se perceber, em uma rápida visão, crianças retraídas, alegres, assustadas, ansiosas, sobressaltadas, etc. Logo nos primeiros dias de aula, o professor consegue distinguir o perfil rápido de seus alunos. Já percebe os que vão caminhar melhor, os que têm dificuldades, etc.
No entanto, é preciso andar mais uma milha para perceber o que está por detrás de muitos rostinhos na sala de aula. Muitas crianças escondem uma vida de dor e medo, rejeição e violência. Vivem em um universo à parte, cercadas de horror, muitas vezes dentro de sua própria casa.
Os professores da educação infantil precisam de suporte, orientação e capacitação para perceber essas crianças. Quantas, ao final da aula, não querem ir para casa ou mesmo não gostam do final de semana que se aproxima.
Lembro-me de um menino que, em uma sexta-feira pareceu-me triste e ao ser indagado, falou que o sábado era o dia em que ele mais trabalhava, desde cedinho já tinha que fazer várias atividades em casa, trabalhar mesmo. O final de semana para essa criança era pior que os dias de aula, porque ele não brincava nunca, não descansava. Então a escola era o local de refúgio para ele.
A família ainda camufla agressões contra crianças e adolescentes, mas o professor pode percebe algo estranho no comportamento de seus alunos. A mudança de atitudes brusca e alguns outros sintomas devem chamar a atenção do educador e da direção da escola.
O meu desejo que é seja implementada uma pedagogia contra a violência doméstica, que tanto atrasa o desenvolvimento de nossos menores. Por outro lado, anseio ver as escolas fazendo parcerias com órgãos competentes que venham a capacitar seu corpo docente e, assim, mudar uma realidade tão dura.
Vidas podem ser poupadas. Crianças podem ser restauradas e famílias orientadas.
Nossa educação agradece...

Dica: para estabelecer parceria com um Órgão que dá treinamento (inclusive à distância) em escolas e prefeituras - http://www.cecovi.org.br/

Vania Vianna

BULLYING

De vez em quando surge algo, para nós, novo no cenário. Pode ser uma palavra nova, um estrangeirismo, mas o significado prático dela, a gente costuma conhecer. Assim é o bullying. A palavra ainda pouco conhecida do nosso vocabulário, mas sua prática é presente em nossos dias.
Nossos filhos vão à escola e, na verdade, esperamos que sejam educados e bem tratados lá, mas, de repente, se deparam com aquelas situações que nenhum pai ou mãe gostariam de ver. Muitas vezes, nossos filhos são ameaçados, expostos à vergonha e opressão por parte daqueles que compartilham o mesmo espaço físico, que deveriam ser seus colegas.
A violência está presente nas escolas, quer sejam públicas ou particulares, porque a violência é inerente aos nossos dias. Vivemos dias maus, dias de dor e de ansiedade. As famílias estão ficando desorientadas e pouco presentes na vida de seus filhos. Então, quando ocorre o bullying, lidamos com crianças que são as vítimas ou os agressores, e precisamos estar conscientes disso. A violência contra crianças e adolescentes, muitas vezes, é enfatizada apenas na questão do adulto para com a criança, mas vemos entre as próprias crianças ou entre os próprios adolescentes, aqueles que tentam se sobrepor, uns aos outros. É um querendo tirar vantagem da fragilidade do outro.
A bíblia nos diz que devemos ensinar a criança no caminho em que ela deve andar. Ensinar a criança requer dispêndio de tempo, aproveitar todos os instantes para orientar nossos filhos. Mas isso demanda uma dedicação muito grande, requer que saibamos priorizar as coisas importantes, como relacionamentos entre pais e filhos. Os pais cristãos precisam estar atentos ao comportamento de seus filhos em todos os lugares: na escola, em casa, na igreja, etc. Somos responsáveis diante de Deus pela vida de nossos filhos e não podemos nos omitir. Vivemos em um mundo que está posto no maligno, portanto, todo cuidado e, principalmente, oração, são imprescindíveis.
Muitas vezes os pais não têm tempo de acompanhar a vida escolar de seus filhos, mal vão às reuniões, apenas reclamam quando o boletim não é lá essas coisas que esperam. Mas, acompanhar a vida escolar da criança é um estímulo para ela própria que pode compartilhar seu desenvolvimento com as pessoas mais diretas que convivem: seus pais.
Que tal, então, dar aquela passadinha na escola, procurar conversar com o professor, conhecer os colegas de classe, conhecer,enfim, o "habitat" do dia a dia de nossos filhos? Isso é participação...

Dica: matérias sobre bullying: http://www.observatoriodainfancia.com.br/

Seja edificado em Deus!
Vania Vianna