Pode-se perceber, em uma rápida visão, crianças retraídas, alegres, assustadas, ansiosas, sobressaltadas, etc. Logo nos primeiros dias de aula, o professor consegue distinguir o perfil rápido de seus alunos. Já percebe os que vão caminhar melhor, os que têm dificuldades, etc.
No entanto, é preciso andar mais uma milha para perceber o que está por detrás de muitos rostinhos na sala de aula. Muitas crianças escondem uma vida de dor e medo, rejeição e violência. Vivem em um universo à parte, cercadas de horror, muitas vezes dentro de sua própria casa.
Os professores da educação infantil precisam de suporte, orientação e capacitação para perceber essas crianças. Quantas, ao final da aula, não querem ir para casa ou mesmo não gostam do final de semana que se aproxima.
Lembro-me de um menino que, em uma sexta-feira pareceu-me triste e ao ser indagado, falou que o sábado era o dia em que ele mais trabalhava, desde cedinho já tinha que fazer várias atividades em casa, trabalhar mesmo. O final de semana para essa criança era pior que os dias de aula, porque ele não brincava nunca, não descansava. Então a escola era o local de refúgio para ele.
A família ainda camufla agressões contra crianças e adolescentes, mas o professor pode percebe algo estranho no comportamento de seus alunos. A mudança de atitudes brusca e alguns outros sintomas devem chamar a atenção do educador e da direção da escola.
O meu desejo que é seja implementada uma pedagogia contra a violência doméstica, que tanto atrasa o desenvolvimento de nossos menores. Por outro lado, anseio ver as escolas fazendo parcerias com órgãos competentes que venham a capacitar seu corpo docente e, assim, mudar uma realidade tão dura.
Vidas podem ser poupadas. Crianças podem ser restauradas e famílias orientadas.
Nossa educação agradece...
Dica: para estabelecer parceria com um Órgão que dá treinamento (inclusive à distância) em escolas e prefeituras - http://www.cecovi.org.br/
Vania Vianna