Tenho tido a oportunidade de ministrar em algumas igrejas, falando sobre a causa da criança ferida. Em grande parte delas, sinto como que o assunto começasse a brotar, como que as pessoas, outrora sufocadas pelo tabu, começassem a se expor e a expressar também sua dor.
O assunto da violência infantil ainda precisa ultrapassar etapas dentro das próprias igrejas. Falamos de tudo, mas pouco orientamos os pais e crianças sobre isso. É como se a cultura da educação familiar não pudesse ser levada aos púlpitos. Mas o rebanho precisa ouvir e ser orientado sobre tudo isso.
Hoje vivemos dias em que o imediatismo é pregado, a solução instantânea para as nossas mazelas, nos mais diferente ângulos.
Mas, e a dor do próximo? E o choro nas noites e mais noites na casa do vizinho? E as lágrimas silenciosas derramadas de corações tão inocentes? Isso, bem... isso é coisa lá da casa ao lado!
Quantas vezes ouvimos frases assim?
Jesus, em seu ministério, se envolvia com as pessoas, não superficialmente, mas em sua necessidade mais íntima. Tratava de vidas que sofriam preconceitos, outras que estavam enfermas do físico, outras enfermas da alma, ainda outras que haviam sofrido perdas, etc. Que exemplo do Mestre!
Na parábola da ovelha perdida, vemos como o pastor é sensível e percebe a ovelha que falta, que está ausente e vai em sua procura. Após encontrá-la, ferida, faminta, solitária, ele a carrega no colo, trata dela, reinsere-a ao rebanho e, com outras pessoas, regozija-se, porque resgatar uma ovelha ferida é algo inerente ao coração do Pai e isso traz alegria.
Que exemplo para mim a atitude desse pastor! Cada dia mais aprendo que a sensibilidade do Bom Pastor precisa fazer parte do meu caráter e, assim, estarei trilhando os seus passos mais de perto.
Esse Bom Pastor é o que cuida de mim, dia-a-dia, e me ensina a ir e fazer o mesmo com tantas outras ovelhinhas do Reino.
Deus nos abençoe e nos desperte para essa atitude!
28 de mar. de 2009
9 de mar. de 2009
CLAME NAS VIGÍLIAS DA NOITE PELOS FILHINHOS
Essa noite eu quase não consegui dormir. Senti um forte desejo de orar ao Senhor.
Fui ao quarto dos meus filhos e ali fiquei alguns segundos olhando e percebendo o quanto estão crescendo. O tempo passou...
Toquei suas cabeças como se ainda fossem bebês (e quem disse que deixam de ser, para nós, mães?) E orei ao Senhor por eles.
Meu coração estava ali, desnudo, diante do Pai, que sabe, melhor do que eu, como cuidar dos pequeninos, conhece o presente e o futuro deles.
E orei por um "filho" que eu nunca vi, não conheço pessoalmente. Deus falou-me ao coração sobre uma criança tão carente, que vive tantas lutas, que chora pedindo ajuda. Sinto-me sua mãe espiritual, mesmo não sabendo aonde mora, com quem vive, como brinca (se é que brinca), mas que precisa de um colo, de carinho e de amor.
Então, me ponho a pensar em quantas crianças precisam ser adotadas espiritualmente em nosso país. Quantas que, no silêncio da madrugada em nossas casas, estão clamando, estão, em algum lugar, chorando, estão desejando que alguém as ame de verdade e que interceda por elas?
Meu coração dói quando penso nisso. O clamor dos aflitos chega aos ouvidos do Pai, Ele ouve. Mas o Senhor procura pessoas a quem Ele vai permitir ouvir um pouquinho desse clamor, pessoas que tenham um coração sensível e ouvidos abertos ao choro do pequeno aflito.
Quantas vezes, enquanto dormimos, muitas crianças estão sendo vitimizadas?
Nessa madrugada eu não precisei ver fisicamente o meu filho espiritual, por quem oro. Mas, ainda há muitos outros clamando, ávidos por encontrar alguém que, pela fé, os ouça e se proste de joelhos diante do Snehor, em intercessão por eles.
Na próxima madrugada, levante-se e erga suas mãos em favor desses pequeninos, levante por eles um clamor ao Senhor Todo Poderoso. E o bálsamo fuirá e inundará muitas pequenas vidas e eles terão cobertura espiritual porque alguém se dispôs e lhes ser por mãe e pai espirituais.
Seja você e eu, sempre, essa pessoa.
Lamentações 2:19
"Levanta-te, clama de noite no princípio das vigílias; derrama o teu coração como águas diante da face do Senhor; levanta a ele as tuas mãos, pela vida de teus filhinhos, que desfalecem de fome à entrada de todas as ruas."
Fui ao quarto dos meus filhos e ali fiquei alguns segundos olhando e percebendo o quanto estão crescendo. O tempo passou...
Toquei suas cabeças como se ainda fossem bebês (e quem disse que deixam de ser, para nós, mães?) E orei ao Senhor por eles.
Meu coração estava ali, desnudo, diante do Pai, que sabe, melhor do que eu, como cuidar dos pequeninos, conhece o presente e o futuro deles.
E orei por um "filho" que eu nunca vi, não conheço pessoalmente. Deus falou-me ao coração sobre uma criança tão carente, que vive tantas lutas, que chora pedindo ajuda. Sinto-me sua mãe espiritual, mesmo não sabendo aonde mora, com quem vive, como brinca (se é que brinca), mas que precisa de um colo, de carinho e de amor.
Então, me ponho a pensar em quantas crianças precisam ser adotadas espiritualmente em nosso país. Quantas que, no silêncio da madrugada em nossas casas, estão clamando, estão, em algum lugar, chorando, estão desejando que alguém as ame de verdade e que interceda por elas?
Meu coração dói quando penso nisso. O clamor dos aflitos chega aos ouvidos do Pai, Ele ouve. Mas o Senhor procura pessoas a quem Ele vai permitir ouvir um pouquinho desse clamor, pessoas que tenham um coração sensível e ouvidos abertos ao choro do pequeno aflito.
Quantas vezes, enquanto dormimos, muitas crianças estão sendo vitimizadas?
Nessa madrugada eu não precisei ver fisicamente o meu filho espiritual, por quem oro. Mas, ainda há muitos outros clamando, ávidos por encontrar alguém que, pela fé, os ouça e se proste de joelhos diante do Snehor, em intercessão por eles.
Na próxima madrugada, levante-se e erga suas mãos em favor desses pequeninos, levante por eles um clamor ao Senhor Todo Poderoso. E o bálsamo fuirá e inundará muitas pequenas vidas e eles terão cobertura espiritual porque alguém se dispôs e lhes ser por mãe e pai espirituais.
Seja você e eu, sempre, essa pessoa.
Lamentações 2:19
"Levanta-te, clama de noite no princípio das vigílias; derrama o teu coração como águas diante da face do Senhor; levanta a ele as tuas mãos, pela vida de teus filhinhos, que desfalecem de fome à entrada de todas as ruas."
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