28 de mar. de 2009

CUIDANDO DAS OVELHINHAS FERIDAS

Tenho tido a oportunidade de ministrar em algumas igrejas, falando sobre a causa da criança ferida. Em grande parte delas, sinto como que o assunto começasse a brotar, como que as pessoas, outrora sufocadas pelo tabu, começassem a se expor e a expressar também sua dor.
O assunto da violência infantil ainda precisa ultrapassar etapas dentro das próprias igrejas. Falamos de tudo, mas pouco orientamos os pais e crianças sobre isso. É como se a cultura da educação familiar não pudesse ser levada aos púlpitos. Mas o rebanho precisa ouvir e ser orientado sobre tudo isso.
Hoje vivemos dias em que o imediatismo é pregado, a solução instantânea para as nossas mazelas, nos mais diferente ângulos.
Mas, e a dor do próximo? E o choro nas noites e mais noites na casa do vizinho? E as lágrimas silenciosas derramadas de corações tão inocentes? Isso, bem... isso é coisa lá da casa ao lado!
Quantas vezes ouvimos frases assim?
Jesus, em seu ministério, se envolvia com as pessoas, não superficialmente, mas em sua necessidade mais íntima. Tratava de vidas que sofriam preconceitos, outras que estavam enfermas do físico, outras enfermas da alma, ainda outras que haviam sofrido perdas, etc. Que exemplo do Mestre!
Na parábola da ovelha perdida, vemos como o pastor é sensível e percebe a ovelha que falta, que está ausente e vai em sua procura. Após encontrá-la, ferida, faminta, solitária, ele a carrega no colo, trata dela, reinsere-a ao rebanho e, com outras pessoas, regozija-se, porque resgatar uma ovelha ferida é algo inerente ao coração do Pai e isso traz alegria.
Que exemplo para mim a atitude desse pastor! Cada dia mais aprendo que a sensibilidade do Bom Pastor precisa fazer parte do meu caráter e, assim, estarei trilhando os seus passos mais de perto.
Esse Bom Pastor é o que cuida de mim, dia-a-dia, e me ensina a ir e fazer o mesmo com tantas outras ovelhinhas do Reino.
Deus nos abençoe e nos desperte para essa atitude!

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