
13 de nov. de 2010
PLASTICIDADE NEURONAL E A AÇÃO DE DEUS

9 de nov. de 2010
QUANDO ENTRAMOS NA CAVERNA
Davi fugiu da cidade de Gate e foi para a caverna de Adulão. Quando seus irmãos e a família de seu pai souberam disso, foram até lá para encontrá-lo. Também juntaram-se a ele todos os que estavam em dificuldades, os endividados e os descontentes; e ele se tornou o líder deles. Havia cerca de quatrocentos homens com ele. De lá Davi foi para Mispá, em Moabe, e disse ao rei de Moabe: "Posso deixar meu pai e minha mãe virem para cá e ficarem contigo até que eu saiba o que Deus fará comigo? " E assim ele os deixou com o rei de Moabe, e lá eles ficaram enquanto Davi permaneceu na fortaleza. Contudo, o profeta Gade disse a Davi: "Não fique na fortaleza. Vá para Judá". Então Davi foi para a floresta de Herete. I Samuel 22: 1-5.
Essa passagem traz para mim uma mensagem de profunda reflexão. É verdade que todos nós, vez por outra, nos escondemos numa caverna de Adulão. É fato que vivemos diversas experiências em nossa jornada e muitas vezes o se esconder é um recurso necessário para refazer as forças, repensar atitudes, etc.
Em meu caminhar lidando com algumas situações de dor, já me escondi algumas vezes na “caverna”. Na verdade, a dor do próximo é, por vezes, tão intensa que se torna a nossa dor e como somos limitados, não conseguimos sequer agir como gostaríamos.
A caverna de Adulão nos reporta ao nosso limite humano. Lidar com a nossa humanidade não é fácil porque às vezes achamos que somos um pouco de mulher-maravilha, que suportamos tudo e vamos prosseguindo sem parar. Ledo engano. Muitas vezes é preciso parar mesmo, é preciso se refazer, se proteger e se permitir descansar. Sentir medo não é vergonha nem sinônimo de fraqueza, como talvez alguns pensem. Sentir medo é a nossa humanidade latejando, gritando que ela existe e é natural.
Vivi, recentemente, uma experiência que me mostrou isso claramente. Descobri-me portadora de uma doença autoimune chamada alopécia areata, uma queda de cabelos intensa localizada, decorrente de um nível alto de estresse. Não é uma queda de cabelos que vemos quando nos penteamos, como de costume, é algo bem maior do que isso. Fiquei careca em alguns pontos e foi por demais chocante. Aí começou uma série de questionamentos e por quês, pois eu estava em plena atividade profissional, estudantil e ministerial. Como entender isso? Como assimilar o fato de ter que parar? Refugiei-me na “caverna”. Parei. Senti o que estava acontecendo. Chorei.
Mas nesse período algo precioso aconteceu. Percebi muitas pessoas que haviam passado essa experiência, já haviam saído de suas cavernas emocionais e estavam de volta à atividade. Eu me enriqueci com elas. Aprendi com suas experiências e, melhor, tenho aprendido com a minha própria experiência.
De sorte que a tal caverna é um lugar de refúgio, aonde vamos sendo tratados de diversos males. É um lugar necessário, creio, para olharmos o mundo por outro prisma . Davi, no texto acima, recebeu instruções para sair da caverna de Adulão. Lá era um lugar seguro, mas fora dela havia todo um povo para o qual ele seria bênção, ele seria orientador. Ainda que passemos um tempo assim com o rei Davi, e encontremos outras pessoas também nesse local de refúgio, há um universo nos aguardando, há vidas clamando por nós, esperando nossas atitudes. Sim, há vidas que poderemos ajudar.
Nada de errado em nos esconder por um tempo, mas não por todo o tempo. Sejamos fortalecidos e prossigamos!...
Vania Vianna
28 de out. de 2010
CONHECENDO A PALAVRA
Uma experiência marcou a minha vida. Certa vez uma irmã muito querida, senhora já, com seu “coquinho” na cabeça e cheia de Jesus no coração, entrou na sala onde eu estava e, aos prantos, fez-me a seguinte confissão:
- "Ontem a irmã fulana foi em minha casa e disse-me que Deus lhe mostrara minha filha e meu genro mortos num acidente horrível. Disse-me para orar muito porque Deus a prova seria grande... e completou: - eu tenho avisado a minha filha que ela precisa voltar pra Jesus!”
Enquanto essa irmã contava sua experiência, meu coração derretia de compaixão por vê-la tão aflita. Sem muito esperar, peguei a bíblia e pedi que abrisse no texto de 1º Coríntios 14:3
“Mas o que profetiza fala aos homens, edificando, exortando e consolando.”
Após ler esse texto, eu perguntei: a palavra que a senhora recebeu edificou seu coração? Exortou-a a respeito de alguma conduta ou consolou-a de alguma dor? Agora, com uma expressão mais aliviada, como alguém que estava tendo um entendimento da Palavra, ela respondeu-me: - não, simplesmente deixou-me aflita e eu não tenho dormido direito.
Após explicar-lhe o contexto dos dons espirituais, ela deixou minha sala com um sentimento de descanso em Deus, pois é Ele quem dá ou tira a vida.
Aprendi muito com essa senhora, e percebi quantas pessoas vivem a mesma angústia, sem o pleno conhecimento da verdade de Deus tão claramente explícita em Sua Palavra. Conheço pessoas escravizadas por palavras supostamente ditas por profetas de Deus, mas que não têm nenhum respaldo bíblico. Então vivem assustadas, temerosas e preocupadas com o futuro. Seus corações são cheios de ansiedade e desenvolvem uma espécie de fobia de Deus. Não desfrutam da liberdade descrita em João 8:32, que mostra que o que traz essa liberdade é conhecer e viver a Palavra verdadeira. Já vi irmãos queridos que mudaram sua vida em função de profecias. Não sou contra profecias se estas têm respaldo na bíblia, mas se são meramente desejos do coração humano, então não podem ser dogmatizadas, não podem se constituir regras de conduta. O cristão deve viver pautado no que a Palavra orienta e, assim, buscar discernimento espiritual para provar os espíritos, se procedem ou não de Deus.