10 de jul. de 2009

INFANCIA SOBRECARREGADA

Fomos surpreendidos recentemente com a morte de Michael Jackson. Vimos o mundo chorar e, perplexo, tentar achar uma resposta para o que aconteceu a uma celebridade, como ele. Muitas são as especulações em torno de sua vida e sua morte, mas, sem querer entrar no mérito de sua família (não posso nem devo julgar), um fato chamou a minha atenção: a questão da infância sobrecarregada.
Muitos pais não conhecem as fases da infância de seus filhos, não sabem o que é normal ou não na faixa etária deles. Então, acaba sendo comum cobrar da criança além do que ela pode dar, exigir atitudes que estão acima de sua capacidade de entendimento.
Diante de tantas dificuldades que as famílias enfrentam, muitas vezes tendo as crianças que trabalhar cedo para ajudar no sustento, não é raro ver algumas ainda muito pequenas tendo comportamento de outras maiores. E como o tempo da infância corre!...
Muitas crianças são sobrecarregadas e essa fase, tão necessária, se esvai rapidamente, ou nem chega a acontecer. Muitos pais, por não terem tempo suficiente para seus filhos, devido ao corre-corre do dia a dia, colocam-nos em cursos e mais cursos, afazeres e mais afazeres, enfim, não sobra tempo pra ser criança. E esse tempo, como disse, passa muito rápido.
A bíblia nos ensina que há um tempo para todas as coisas (Eclesiastes 3). Esse versículo, muitas vezes é entendido sob o ângulo adultocêntrico, mas não sob a visão da infância. As crianças precisam ser crianças. Para elas é importante o brincar, o correr e ralar o joelho, o derrubar coisas, o faz-de-conta, e outras etapas que não podem ser puladas. Elas precisam ser crianças em sua idade. Elas vão crescer e tudo vai passar, essa fase vai acabar e virão outras fases, mas Deus criou tudo perfeito, no seu devido tempo.
Como pais, precisamos conhecer melhor as fases da infância para assim podermos dar o ensino correto, de acordo com seu entendimento. Nada além nem aquém do que podem assimilar.
Que Deus nos oriente em todo o tempo para sermos bom pais.
Vania Vianna

2 de jul. de 2009

CRIANÇAS DESAPARECIDAS. EU PERCEBO???

Em algumas contas de luz que são entregues em nossa casa, costumam vir fotos de crianças desaparecidas, divulgadas pela Fundação para a Infância e a Adolescência - FIA. Quem já reparou isso antes de ver o preço de sua conta de luz?
Em nosso país, desaparecem muitas crianças diariamente. Muitas nunca são encontradas. Vários casos de desaparecimento não vêm à tona, não são esclarecidos e outros caem no esquecimento da mídia. Mas no coração de uma mãe e de um pai a dor de perder um filho, que não se sabe onde nem pra quem, é irreparável.
Esse mês abordamos a questão de crianças desaparecidas. É preciso caminharmos mais um pouco, andarmos mais uma milha, como disse Jesus, para que não desistamos de procurar por elas.
Faz-me lembrar da parábola da Ovelha Perdida, onde o pastor não se conformou com o desaparecimento de uma ovelha, mesmo ele tendo outras noventa e nove no aprisco, em segurança. Aquela uma ovelha perdida fazia falta, era importante, tinha valor para ele. E a sua atitude foi de ir em busca, de procurá-la como prioridade. Não sabemos quanto tempo foi necessário até encontrá-la, mas esse tempo foi de suma importância, o tempo de procura pela sua ovelha perdida não foi em vão. Quando a encontrou usou de compaixão, trouxe-a nos braços até um lugar seguro.
Como temos a aprender com esse pastor da parábola, um homem determinado, que não desistiu do seu objetivo. Quantas vidas de crianças terão que ser carregadas nos braços, de tão cansadas e frágeis que se encontram.
Assim, o Senhor que não desiste de nós, vai em busca do perdido e, ao encontrá-lo, dá-lhe abrigo e segurança. Quantas vezes nós também fomos carregados nos braços do bom Pastor, tratados de feridas por ele, reintegrados ao rebanho.
Essas são as necessidades básicas de nossas crianças: segurança, carinho e atenção. Nossas crianças tem desaparecido por várias causas: repressão excessiva, castigos exagerados com violência, rejeição, fugas do lar, sequestros, prostituição infantil, subtração de incapaz (a criança é raptada para viver em outro lar) e outros motivos. Tantos lares que perderam o brilho quando perderam seus pequeninos. Como isso precisa doer em nosso coração!
Como servos de Deus, que um dia fomos encontrados pelo bom Pastor, precisamos nos dispor a interceder pelas que estão desaparecidas.
Seja edificado em Deus!
Vania Vianna