Mas, cabe aqui uma reflexão a respeito de toda essa festa
para os pequeninos. Sabemos que o tempo é escasso para o relacionamento entre pais
e filhos. A maioria trabalha muito tempo fora de casa e não sobra quase nada
para o brincar em família.
Certo dia, minha filha me fez um convite ousado: - Mãe, vem pular na cama comigo!”. Nada de
estranho se ela não fosse já uma adolescente. E eu, morrendo de medo de ver a
cama quebrar, pulei devagarinho... Entre risos e medo de cair, prevaleceu a
graça da brincadeira.
Apesar desse tempo para as nossas crianças ser cada vez menor,
ainda podemos alterar nossa tão conturbada agenda. Na verdade, não é o tempo
físico que passamos com os nossos filhos que faz tanta diferença, mas é como passamos esse tempo. Mesmo que
tenhamos apenas quinze minutos ao dia, então, que sejam os melhores quinze
minutos e eles equivalerão a muitas horas. O brincar é uma arte simples. Pode ser de se
esconder dentro de casa mesmo. Pode ser comer pipoca vendo um desenho ou filme.
Pode ser jogando água um no outro no quintal. Ou mesmo um simples pular na
cama. O que as crianças querem é o nosso tempo junto com elas.
Talvez nesse mês das crianças, a maioria ganhe eletrônicos,
como tablets, celulares, etc. Nada contra, desde que eles não substituam a
presença física do pai ou da mãe. Se for para jogar no aparelho, sente um
pouquinho ao lado de sua criança e jogue junto. Certamente, ela tem muito a
ensinar como manusear esses equipamentos...
Mas, acima de tudo, expresse seu afeto por sua criança. Diga-lhe
o quanto ela é importante para você. Fale de amor. Toque-a com amor. Esses são
presentes que não são vendidos em nenhum shopping. São presentes que não têm
preço!
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