“ Lembre do seu Criador enquanto
você ainda é jovem, antes que venham os dias maus e cheguem os anos em que você
dirá: “Não tenho mais prazer na vida.”
Lembre dele antes que chegue o
tempo em que você achará que a luz do sol, da lua e das estrelas perdeu o seu
brilho e que as nuvens de chuva nunca vão embora.
Então os seus braços, que sempre o
defenderam, começarão a tremer, e as suas pernas, que agora são fortes, ficarão
fracas. Os seus dentes cairão, e sobrarão tão poucos, que você não conseguirá
mastigar a sua comida. A sua vista ficará tão fraca, que você não poderá mais
ver as coisas claramente.
Você ficará surdo e não poderá ouvir
o barulho da rua. Você quase não conseguirá ouvir o moinho moendo ou a música
tocando. E levantará cedo, quando os passarinhos começam a cantar.
Então você terá medo de lugares
altos, e até caminhar será perigoso. Os seus cabelos ficarão brancos, e você
perderá o gosto pelas coisas. Nós estaremos caminhando para o nosso último
descanso; e, quando isso acontecer, haverá gente chorando por nossa causa nas
ruas.
A vida vai se acabar como uma
lamparina de ouro cai e quebra, quando a sua corrente de prata se arrebenta, ou
como um pote de barro se despedaça quando a corda do poço se parte.
Então o nosso corpo voltará para o pó da terra, de onde veio, e o nosso
espírito voltará para Deus, que o deu.” (Eclesiastes 12:1-7)
Esse texto me emociona bastante. Penso na vida de pessoas queridas que já viveram tantos anos... E penso na vida de tantos ainda jovens.
Somos desafiados a lembrar do Senhor enquanto ainda somos jovens, porque
virão dias em que não mais seremos independentes, dias em que nossa audição
começará a falhar e em que toda a rotina de vida mudará. Somos desafiados a pensar nos idosos, em
nossos próprios pais. Haverá dias em que os papéis de inverterão e eles
passarão ser nossos filhos. Teremos de levá-los ao médico e em nossa cabeça
voltaremos à cena em que íamos ao pediatra para sermos examinados. Lembraremos do
nosso próprio choro quando tomávamos aquela vacina que tanto doía. Também das
vezes em que pedíamos que nos pagassem lanches na rua e não compreendíamos
quando eles diziam que não tinham dinheiro. Sim, lembraremos de tantos
momentos...
Então, agora nos tornamos os pais deles. Nós os levamos não ao pediatra,
mas ao geriatra. E nosso coração ficará apertado esperando o diagnóstico, como
eles ficavam quando éramos crianças. Talvez tenhamos que falar mais alto perto
deles e repetir e repetir e repetir para que compreendam. E não podemos
esquecer também de levá-los para passear e segurar-lhes as mãos quando
estiverem na escada rolante ou ajudar-lhes a descer do ônibus. Sim, atuaremos
em tantos momentos...
O escritor, inspirado por Deus, anteviu essa cena e descreveu-a nas
palavras bíblicas. Precisamos nos lembrar do Senhor e quando nos lembrarmos do
Senhor não vamos esquecer os nossos pais, os nossos velhinhos. Em um tempo de
tanto abandono, de tanta correria, enquanto ainda temos agilidade, lembrar dos
idosos envolve nos comprometermos com
eles. Amá-los. Cuidá-los. Honrá-los!

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