8 de out. de 2014

PARA QUEM CRIAMOS NOSSOS FILHOS?

Por isso, agora, eu o dedico ao Senhor. Por toda a sua vida será dedicado ao Senhor". E ali adorou o Senhor. 1 Samuel 1:28
É muito comum ouvirmos a frase: “A gente cria filhos para o mundo!”
Criar filhos é uma tarefa árdua, demanda tempo e dedicação a algo que nem sempre sabemos qual será o resultado. Muitas famílias acreditam que criar filhos para o mundo é prepará-los para os embates que surgirão, os cursos que farão, as profissões que poderão seguir e os cônjuges que escolherão. Por isso é difícil, porque não sabemos se esse “investimento” dará certo.
No entanto, criar filhos para o Senhor é diferente. O texto bíblico nos fala de Ana, mãe de Samuel, que desde que soube de sua concepção, decidiu em seu coração consagrá-lo ao Senhor. Creio que Ana não pensou em criá-lo para o “mundo”, mas para viver em um mundo onde o propósito de seu filho seria servir ao Senhor. E esse foi seu investimento.
Estamos no dia dedicado às crianças (12 de outubro). Muitas famílias comemoram comprando muitos presentes para seus filhos. Isso não é, necessariamente, errado. Mas, qual tem sido a qualidade dos presentes que são dados às crianças? Existem presentes que não estão à venda em prateleiras e, logo, não possuem preço. São presentes de valores afetivos e não palpáveis. Presentes materiais não podem substituir o tempo passado com as crianças, as palavras carinhosas ditas diariamente, o brincar juntos, a orientação e correção  necessárias e os momentos de comunhão com os filhos.
Jesus deixou claro em sua Palavra que não somos desse mundo, apesar de estarmos nele (João 17:16). Nossos filhos também não! Criá-los  para Deus é investir em seu presente e futuro, ensinando-lhes os valores do Reino. Quando eles crescerem, se formarem e forem confrontados com os valores do mundo, terão oportunidade de colocar em prática o aprendizado contido na Palavra. Nossas crianças estarão no mundo, mas saberão que não pertencem a ele e que terão o desafio de mudar a realidade que encontrarão.
Samuel cresceu, viveu no mundo, mas não “pertenceu” a ele. E Deus deixou registrada a história de Ana, para nos servir de exemplo de perseverança na criação dos nossos filhos!

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