15 de jan. de 2011

A DOR DO MEU PRÓXIMO NA REGIÃO SERRANA

Há uma música antiga dos Vencedores por Cristo que essa semana não me sai da cabeça:

“Ame o seu próximo como se fosse você, como se a dor que ele sente doesse mais em você”.

Diante de toda essa tragédia que se abateu sobre a região serrana do Rio, como não sentir a dor do nosso próximo? Como dormir tranquila sabendo que muitos estão ilhados, com frio e fome?

Essa letra da música se faz mais do que atual. É um comprometimento para nós cristãos. Não há palavras para expressar a dor dessas pessoas, as sequelas que ficarão, o vazio de quem perdeu mais do que bens materiais, perdeu vidas.

Eu queria ter palavras capazes de confortar esses corações, queria poder fazer acordarem e perceberem que foi um pesadelo. Ah, eu queria tanto poder fazer mais...

Mas, nisso vejo a total dependência do Pai, que na pessoa do Consolador, é que tem o poder de penetrar nos corações e curar, nas mentes e tratá-las. Isso foge à alçada de todo profissional, pois somos apenas ferramentas nas mãos do Pai.

Penso o tempo todo em tudo isso. É tão real como se fosse aqui, em minha cidade. E a dor continua...

Muitas vezes caminhei nas ruas arborizadas de Friburgo, respirei seu ar limpinho e senti seu aroma agradável; vi as flores ao chegar à cidade e senti o cheiro do mato ao caminhar nas verdejantes estradas; ouvi o barulho de cachoeiras e toquei nas suas águas frias. Costumo ainda dizer que subir a serra é terapêutico: o cheiro do mato molhado tem efeito restaurador na alma.

Mas hoje, a alma está triste e o cheiro é de terra encharcada; o frio é da falta de cobertas e o barulho é do pranto das pessoas.

Deus, só me resta assimilar a letra da música dos Vencedores e declarar: a dor do meu próximo dói muito em mim...

Deus nos conforte e nos restaure!!!

Vania Vianna

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