
O tempo é algo que passa muito rápido em nossa vida. Para muitos, porém, o tempo não passa nas lembranças e dores sofridas.
A estatística na cidade do Rio de Janeiro apontou um número maior nos casos de violência contra a criança. Na verdade, não se sabe ao certo se a violência aumentou ou se as denúncias aumentaram. O fato é que nossas crianças estão sendo alvo das mais horrendas torturas dentro de suas famílias.
A violência intrafamiliar é por demais dolorosa. Ela produz um tempo estagnado de derrubar e de prantear. Estagnado, porque para quem sofre esse tipo de violência parece que a vida parou, que nada vai mudar e que o normal é ser vitimizado. Ironia essa, o normal é o que é anormal.
Crianças vitimizadas pelos seus cuidadores são casos antigos na história. Crianças sempre tiveram suas necessidades básicas suprimidas em muitos lares. Ainda hoje, em todas as classes sociais, em várias idades, de várias localidades do mundo, nossas crianças continuam sendo punidas, com a máscara de serem corrigidas.
Quando falamos que há tempo para todas as coisas, parafraseando o texto sagrado, é porque quem sofre dificilmente vislumbra o tempo de sorrir, o tempo de se alegrar. Mas esse tempo existe, embora muitas vezes pareça distante.
Felizmente, há crianças com tempo de sorrir, de brincar, de se alegrar, de correr, de ouvir estórias, de se alimentar e de serem amadas. Felizmente elas existem. Mas aquelas que vivem à margem, sofrendo, apanhando, sendo torturadas, sendo adultas antes da hora, sendo mães quando ainda deveriam ser crianças... Quem clamará por elas? Quem se levantará sendo seus porta-vozes?
O tempo de se alegrar e de edificar pode estar sendo acelerado pelas nossas ações. Embora o homem não conheça o seu tempo determinado na Terra, contudo, suas ações podem fazer deste tempo bom ou mau, alegre ou triste.
O nosso desafio diário é construir um novo tempo para que nossas crianças tenham infância. A proposta é para que sejamos agentes do bem nessa construção de tempo.
Há, pois, tempo de curar, de ajuntar, de guardar, de amar e tempo de paz... Proporcionemos a elas esse tempo, são merecedoras.
Vania Vianna
Dados do disque 100 – O número de denúncias registrado nos períodos do carnaval aumentou nos últimos cinco anos. Com a campanha, a presença do serviço também aumentou de maneira significativa. Enquanto em 2006 o serviço registrava denúncias de 882 municípios, em 2010 foram registradas ligações de 4.886 cidades brasileiras. Entre maio de 2003 e dezembro de 2010 o Disque já realizou um total de 2.556.775 atendimentos e encaminhou 145.066 denúncias de todo o País, atendendo a 89% dos municípios brasileiros. - Fonte: http://www.secom.gov.br
Olá Vânia!
ResponderExcluirInfelizmente nem todas as crianças são crianças, muitas têm sua infância roubada.
Parabéns pelo seu trabalho e pelas postagens!
Prazer em estar aqui!
“Para o legítimo sonhador não há sonho frustrado, mas sim sonho em curso” (Jefhcardoso)
Gostaria de lhe convidar para que comentasse o meu conto “Água benta bem gelada”. Ok?
Jefhcardoso do http://jefhcardoso.blogspot.com