13 de ago. de 2011

EU E A FOME NA SOMÁLIA


Lembro-me que há muitos anos vi um programa do Pr.Caio Fábio que fazia menção à fome na Somália. Na época, as cenas eram fortes e agressivas. Houve um mover para se ajudar ao povo africano através de doações e orações.
Mais uma vez as cenas da Somália são expostas. Agora, com os meios de comunicação mais rápidos, essas imagens parecem ser em tempo real. É como se estivéssemos vendo agora milhares de pessoas famintas morrendo. E a dor se repete.
Voltando ao evangelho pregado por Jesus, fico imaginando Ele caminhando entre essas pessoas, olhando o corpo inerte de cada um, vendo suas dores intensas na alma e ... o que Ele faria?
Creio que faria o mesmo que fez quando esteve aqui na Terra. Olhou, teve compaixão e ajudou. Mas seus ensinamentos ultrapassaram tempos e chegaram até nós. Se conhecemos esses ensinamentos de fato, então temos que vivê-los na prática.
A fome não espera. É o algoz de milhares de crianças. Ceifa pequenos e velhos. Um povo marcado pela dor e pela vida sem expectativa. Um povo que caminha milhares de quilômetros em busca de um refúgio.
Então me lembro das cidades de refúgio que haviam em Israel. Eram locais para onde os oprimidos caminhavam e podiam ficar abrigados. As cidades de refúgio da Somália são campos de refugiados famintos e oprimidos. Um local onde mães choram enquanto veem seus filhos morrendo de fome, desfalecendo pelas ruas da cidade, como era no tempo em que Jeremias lamentava.
E a Somália caminha com seus refugiados...
E nós, cristãos, abrigados em templos feitos por mãos humanas, como olhamos esse povo? Como praticamos o evangelho da compaixão que Jesus ensinou?
Com a rapidez das informações, muitas vezes, nem temos tempo de processar o que vemos,lemos ou ouvimos. E o não processar não nos permite nos sensibilizar. Sem sensibilização não oramos e sem oração nada é feito, simplesmente nos acomodamos.
As imagens da Somália, em pleno século XXI, são oportunas para um confronto pessoal onde nós, chamados cristãos, somos desafiados a uma visão profunda do que chamamos de evangelho de Jesus.
Eu e você somos responsáveis pelo que vemos e já não somos mais inocentes diante de uma imobilização.
Eu e você temos que viver aquilo que cremos.

Vania Vianna

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