
Uma amiga minha, muito querida, perdeu o seu filho na semana passada. Foi uma dor, creio, imensurável: a dor de mãe.
O fato fez-me refletir em vários pontos. Fez-me refletir sobre relacionamento entre pais e filhos. E minha amiga amou o seu filho até o fim... Chorei por ela...
Nesses momentos, a gente que é mãe também pensa em muitas coisas, mas o importante é extrair lições preciosas, mesmo em meio à dor.
Meu filho costuma perguntar várias vezes ao dia: - "Mãe, você me ama? Mãe, me dá um beijo?" E é assim que ele é. Apesar de já adolescente, não perdeu seu jeito de criança. Mas esse hábito, que muitas vezes pode parecer engraçado, é muito precioso para mim.
Pais e filhos vivem hoje numa verdadeira maratona em busca de tempo. E o tempo parece ser todo fracionado: escola, afazeres, televisão, internet, etc. O tempo do relacionamento interpessoal, algumas vezes, fica em segundo plano, ou, na sobra do tempo.
Somos ensinados por Deus que há tempo para todas as coisas (Eclesiastes 3). A lição preciosa está em saber reter o tempo de abraçar, de sorrir, de paz, de curar, de juntar, de edificar, de rir... porque também haverá o tempo de se afastar, de chorar, de guerra, de espalhar, de destruir... Precisamos saber viver bem cada tempo que Deus nos dá.
Pais precisam lembrar que o tempo de ter os filhos pequenos vai passar, mas eles nunca deixarão seus papéis de pais e filhos. Então, saber curtir esse momento é necessário. É preciso não economizar afeto, atenção, ouvidos, palavras.
No processo educativo haverá o tempo de falar duro, de não sorrir, de manter-se firme na palavra, mas todo esse processo é preciso estar permeado de amor.
Hoje, minha amiga tem a lembrança viva de seu filho que se foi. Ninguém ocupará seu lugar. Filho é assim, nunca sai do coração da gente, mesmo estando distante!
Vania Vianna
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