15 de set. de 2011

CONSTRUINDO RELACIONAMENTOS REAIS NA INFÂNCIA

Vivemos em pleno século XXI uma explosão tecnológica. Por todos lados somos twitados, informados e conectados nas redes sociais. É assim que nossas crianças entram nessa geração informatizada. Quase não dá pra ser diferente, dadas as informações em tempo real que recebemos.
A infância é uma etapa que não pode ser suprimida, não tem como “pular” e já se encontrar na maturidade, porque a infância é construída, não nasce pronta. As crianças têm que passar por toda essa fase para chegarem à adolescência e prosseguirem.
Então, o que temos produzido para que a infância seja mais infância? Atualmente tudo está diferente. As crianças e adolescentes atuais são antenados e conectados o tempo todo.
A questão é: com quem e como estão interligados? Nas redes sociais, e poucos não participam de algumas, temos a liberdade de escolha: escolher os amigos, escolher a comunidades, escolher compartilhar o que se tem em comum, etc. Escolhemos tudo e aquilo que não gostamos podemos deletar ou excluir de nossos contatos.
Mas na vida social fora do cliques não é assim. Temos que conviver com o diferente, com os não tão amigos assim, que pensam de outra maneira, com as comunidades reais que nos assediam e nos desafiam a conhecê-las e tudo o mais. Mas o detalhe que é relevante é que não teremos sempre como excluí-las, como nas redes sociais. Pais não podem excluir filhos porque pensam diferente deles, porque se vestem de outra maneira; filhos não podem deletar os pais porque têm costumes antigos, segundo suas concepções; alunos não podem deletar professores porque não querem se comunicar com eles, e assim vai...
Pessoas não podem ser excluídas totalmente de nossas vidas por serem diferentes. Elas são importantes para se construir relacionamentos.
Voltando à infância, será que nossas crianças têm aprendido a conviver com o diferente? Será que elas conseguem distinguir o que é real do que é virtual? Os amigos com quem vão se relacionando são realmente (e não virtualmente) diferentes e elas precisam compreender esse universo em que estão inseridas. Relacionamentos crescem e se fortalecem na medida em que somos desafiados a lidar com as diferenças e não deletá-las de nossa vida.
Crianças precisam brincar juntas no parquinho e compartilhar atividades e jogos. Adolescentes precisam bater papo, rir e dividir um lanche. Adultos precisam dialogar, trocar intimidades e se edificarem juntos, mesmo, muitas vezes, divergindo as opiniões.
Precisamos de mais relacionamentos reais em todos os lugares. Pessoas que não poderão ser deletadas de nossa vida por não serem conforme desejamos.
Relacionamentos e precisam ser mais fortalecidos. Afinal, melhor é serem dois do que um...

Vania Vianna

Um comentário:

  1. Parabéns pelo excelente artigo!
    Admiro você de +++++++++++++++++++=

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