
Quando vemos um site “em construção” é porque ainda não está completo, estão faltando alguns dados ou informações necessárias para que as pessoas interessadas possam visitá-lo e serem supridas.
Como seres humanos, também vivemos em constante construção. Desde pequena a criança vai aprendendo a caminhar sozinha, por exemplo, mas é indispensável a presença de um adulto caminhando ao seu lado, sendo seu mentor, dando-lhe orientações e sendo exemplo.Aliás, em muitos casos, é o exemplo quem vai, de fato, falar mais alto.
Haverá momentos em que não se conseguirá caminhar sozinho, o que é muito comum e cada um de nós já vivenciamos, vez por outra, esse sentimento. É dependência, é necessidade...
Em nossa vida adulta muitas lembranças ainda são mantidas “arquivadas” na memória. Vez por outra, algum gatilho dispara e essas gavetas se abrem trazendo à tona segredos e sentimentos profundos.
Quando se refere à violência vivida, a questão é séria. Gavetas e mais gavetas desse arquivo existencial , trancadas há anos, abrem-se abruptamente e, como num vulcão, derrama sua lava que queima intensamente.
Por isso, somos serem em construção. Vez por outra, teremos que parar e faxinar o arquivo. Como diz a letra de uma música antiga, “vasculhar gavetas, jogar fora sentimentos e ressentimentos tolos...”. Porém, esse jogar fora é doloroso porque faz com que se mexa no arquivo não-morto.
Somos mulheres em construção porque a nossa vida é um constante mudar, é um renovar. É preciso renovar para crescer. Como a videira que é podada para dar novos frutos.
Somos mulheres em construção porque a obra ainda não terminou e porque há muito o que se conquistar, há muito o que renovar e há muito o que se aprender.
Sim, somos mulheres em constante construção porque Aquele que começou a boa obra em nós é fiel para concluí-la; não de nós mesmas, mas porque caminhamos seguras por Suas mãos.
À semelhança de um site em construção, pessoas olharão para nós, poderão buscar algo pronto, mas ainda estamos em construção e em construção temos fronteiras emocionais e psicológicas, o que, do outro lado, só conheceremos quando tivermos coragem de transpor.
Por enquanto, estamos em construção... Isso basta!
Vania Vianna
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