8 de mar. de 2014

CRIANÇAS REFUGIADAS. QUEM SE IMPORTA?



Essa madrugada tive um sonho  diferente.
Desses que deixa a gente triste demais.
Em sonho, vi um campo de refugiados, onde muitas famílias estavam alojadas.
Os quartos se misturavam aos outros cômodos e nada se parecia com uma casa.
Pessoas dividiam o  nada que tinham.
Crianças sem seus pais vagavam tristes e choravam desoladas.
Vi mães aflitas que buscavam  seus filhos em meio a tantos outros rostos. Estavam cansadas e desoladas.
E lá estava eu, em busca dos meus. Gritava muito alto seus nomes e não os encontrava. A voz tentava aumentar na mesma proporção em que a agonia da busca crescia.
Havia uma pessoa, de coração acolhedor, que reuniu as crianças perdidas e órfãs. E ela me viu, e percebeu minha dor e me apontou uma direção: - É lá que os seus filhos estão.”
Meus olhos encontraram os amados da minha vida: meus filhos. Era muito choro e não soube  dizer se de alegria ou de dor. Mas abri os braços como asas e os abriguei debaixo... a proteção era o que mais desejavam, e eu também.
Não sabia se voltaríamos ao nosso lar, mas ali, em meio ao nada, éramos outra vez família. A dor continuava forte, mas éramos família...
Com essa dor acordei e procurei pelos meus filhos e estavam seguros, dormindo, perto de mim. No meu peito a dor  latente me trazia à memória as crianças que vivem em campos de refugiados, tão reais quanto a dor que me afligia. Lembrei da Síria. Temi pela Ucrânia. Um clamor doído aflorou e, de novo, uma expressão conhecida veio ao meu coração: “... a dor que sentiu foi porque eram seus filhos...” (em 2005 ouvi essa mesma frase).
Só mensuramos uma dor quando nos colocamos no lugar de quem a vive. Campos de refugiados precisam ser  um incômodo em nossa vida de oração. Não podemos esquecer dessas vidas, que poderiam ser nossos filhos. Ainda hoje, sinto a mesma aflição por milhares de filhos e pais que, sem terem qualquer culpa, foram separados uns dos outros.

Esse é o meu compromisso de intercessão a partir de hoje!

Nota sobre o campo de refugiados da Síria: 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada por participar!